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Blaise Compaoré ( na foto ), no poder há 24 anos e que reside habitualmente no palácio presidencial de Ouagadougou, onde começou o motim, partiu hoje de madrugada para Ziniaré, localidade onde nasceu, acrescentou a mesma fonte citada pela agência noticiosa francesa AFP. Dezenas de soldados do regimento presidencial de duas casernas na capital, uma das quais no complexo da residência de Compaoré, amotinaram-se na quinta-feira à noite para protestar contra o não pagamento de um prémio prometido. Os soldados percorreram as ruas da capital, disparando para o ar e efetuaram várias pilhagens, de acordo com um jornalista da AFP. O motim estendeu-se a mais três casernas de Ouagadougou. No seu discurso a nação o Presidente Blaise Compaoré reconheceu que o seu país esta enfrentando uma crise e queria discutir com os amotinados e fez pedido de desculpas aos comandos militar e ao povo Burkinabes Diário Digital / Lusa |
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Burkina Faso: Presidente foge após motim guarda presidencial
Presidente de Burkina Fasso decreta toque de recolher após motim
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O governo de Compaoré tinha decretado uma medida similar em 30 de novembro do ano passado, após as manifestações dos militares e uma série de consultas realizadas pelo presidente com vários atores sociais para encontrar uma solução aos problemas do país. Segundo confirmaram várias testemunhas à Agência Efe, os amotinados saquearam neste sábado a sede do partido governante, o "Congresso para a Democracia e o Progresso" (CDP), e romperam as janelas da Assembleia Nacional, enquanto na noite de sexta-feira invadiram várias casas e hotéis da capital Ouagadougou. Compaoré, que enfrenta uma rebelião no Exército, anunciou na noite de sexta-feira a dissolução do Governo mediante um decreto, ao nomear o coronel Honoré Naber Traoré novo Chefe do Estado-Maior do Exército em substituição ao general Dominique Diendéré. Essas decisões se produziram um dia após um motim que, pela primeira vez, afetou à Guarda Presidencial. Os integrantes deste corpo se amotinaram na quinta-feira passada e dispararam com artilharia pesada do seu quartel, próximo ao Palácio Presidencial, e de outro quartel situado no centro da capital. Ouagadougou amanheceu neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, com as ruas desertas e as lojas, postos de gasolina e bancos fechados. REUTERS |
Partidários de Kadhafi ataca sede da ONU em Trípoli depois do anúncio da morte do filho do ditador
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”Partidários do ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, atacaram neste domingo a sede da ONU (Organização das Nações Unidas) e as embaixadas do Reino Unido e da Itália na capital, Trípoli.” Os partidários do ditador realizaram protestos neste domingo (1) em frente a missões diplomáticas ocidentais em Trípoli após um porta-voz do governo divulgar que o filho mais novo do líder, Saif al-Arab Khadafi, de 29 anos, e três netos do ditador, foram mortos em um ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O Ministério do Exterior britânico disse estar investigando relatos de que a residência de seu embaixador na capital líbia teria sido destruída. "Essas ações, se confirmadas, seriam deploráveis, já que o regime de Kadafi tem o dever de proteger as missões diplomáticas. Isso seria mais um desrespeito às obrigações internacionais de Kadafi", disse uma porta-voz do ministério. Uma nuvem alta de fumaça também foi vista do prédio que abriga a embaixada da Itália em Trípoli. "Eu estava caminhando pela rua em que fica a embaixada e vi fumaça vindo de dentro do prédio, estava pegando fogo”, disse uma testemunha, que informou que não havia pessoas dentro do prédio, apenas um carro de segurança impedindo que outras pessoas entrassem no local. Também houve manifestações em Benghazi, cidade já dominada pelos rebeldes, em que líbios comemoraram nas ruas deste domingo as notícias sobre a morte do filho de Kadhafi. Rebeldes divulgaram também neste domingo (1) que forças leais a Kadhafi tentavam avançar na cidade de Zintan, a sudoeste da capital, bombardeando com foguetes áreas onde os rebeldes já haviam conquistado, segundo informou o porta-voz dos rebeldes, autodenominado Abdulrahman. “'O Exército está agora tentando avançar a partir do leste. Eles estão bombardeando a cidade com foguetes desde o início da manhã', disse o porta-voz chamado Abdulrahman. "Também há confrontos em al-Rayayna. Nós estamos em novas lutas desde o começo desta manhã de domingo”, afirmou o rebelde, que começaram um levante em fevereiro para depor o ditador Kadhafi. Governo da Líbia promete reagir ao ataque que matou filho de Kadafi O governo da Líbia reagiu neste domingo ao ataque aéreo da Otan que matou Saif al-Arab, filho mais novo do líder do país Muamar Kadafi e três netos do ditador, no último sábado . O governo prometeu retaliar o ataque, que chamou de invasão ao país. Na véspera, o porta-voz do governo, Moussa Ibraim, já havia criticado duramente a ação da Otan. - O que temos agora é a lei da selva. Achamos que agora ficou claro que o que está acontecendo na Líbia não tem nada a ver com a proteção de civis - disse Ibraim. Morte do filho de Kadhafi O governo britânico não confirmou notícias de que um dos filhos do ditador líbio Muamar Kadhafi foi morto em um ataque aéreo da Organização do Tratato do Atlântico Norte (Otan). "Nós ainda não temos verificações para comentar. São ainda notícias não confirmadas. Eu estou com medo de que nós não podemos ainda confirmar nem uma nem outra notícia", disse o ministro de relações exteriores da Inglaterra, Alistair Burt. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, negou-se a comentar a possível morte do filho de Kadhafi. "A ação da Otan na Líbia não tem como alvo indivíduos em particular", disse Cameron. "Os objetivos da política da Otan e da aliança são absolutamente claros. Estamos cumprindo a resolução 1973 da ONU para prevenir a perda de vidas de civis inocentes que são atacados pela máquina de guerra de Kadhafi", disse Camero. Saif al-Arab tinha 29 anos de idade, era civil e estudava Alemanha. Autoridades líbias levaram jornalistas à casa que foi atingida por pelo menos três mísseis. O telhado desabou completamente em algumas áreas. De acordo com jornalistas que foram levados ao local do ataque, o edifício foi muito danificado e uma bomba ainda não detonada permanece no local. O porta-voz do governo, Moussa Ibrahim, disse que a vila foi atacada "com força total". "O líder Kadhafi e sua esposa estavam na casa com outros amigos e familiares. O líder está em boa saúde, não foi ferido", disse. ONU deixa Trípoli após saques de partidários de Kadafi em escritórios A ONU anunciou neste domingo, 1, que vai retirar todos os seus funcionários estrangeiros da capital líbia, Trípoli, depois que os escritórios da organização no país foram saqueados. Prédios da ONU e de algumas missões diplomáticas ocidentais teriam sido danificados por grupos pró-Kadafi, depois que um porta-voz do governo disse que um ataque da Otan, a aliança militar ocidental, matou o filho mais jovem do líder líbio, Saif al-Arab Khadafi, de 29 anos, e três de seus netos na noite de sábado. Rússia critica ataque aéreo da Otan à Líbia O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que há "sérias dúvidas" de que o Oeste não esteja mirando o líder líbio Muamar Kadafi e a família depois que Trípoli informou que o filho de Kadafi foi morto. "Os argumentos dos membros da coalizão de que ataques sobre a Líbia não têm como alvo a destruição física de Muamar Kadafi e membros de sua família causam sérias dúvidas", afirmou o ministério, em comunicado, ao pedir que a coalizão ocidental "cesse fogo imediatamente". "Informação de mortes entre civis está sendo recebida em Moscou com preocupação crescente", acrescentou o documento. O chefe do Comitê de Relações Exteriores da Câmara Baixa do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, condenou o ataque da Otan. "Mais e mais fatos indicam que o objetivo da coalizão é a destruição física de Kadafi", disse ele, ao solicitar que os líderes ocidentais deixem clara a posição sobre os ataques aéreos. "Estou totalmente perplexo pelo silêncio dos presidentes dos Estados Unidos, França e líderes de outros países ocidentais", acrescentou Kosachyov, em entrevista citada pela agência de notícias Interfax. "Temos o direito de esperar que eles façam uma avaliação imediata, ampla e objetiva das ações da coalizão". O primeiro-ministro, Vladimir Putin, tem criticado duramente os ataques aéreos e acusado a Otan de tentar matar Kadafi. A Rússia se absteve da votação, em março, no Conselho de Segurança da ONU, que autorizou o uso da força na Líbia para proteger civis. Em Bruxelas, a porta-voz da Otan, Carmen Romero, disse que a informação de mortes permanece não confirmada. "Nós miramos um comando militar e um prédio de controle com precisão", disse ela. "Não foi mirado qualquer indivíduo. Foi um alvo militar claramente ligado aos ataques sistemáticos do regime de Kadafi contra a população civil". Grã-Bretanha expulsa embaixador da Líbia A Grã-Bretanha decidiu expulsar o embaixador da Líbia depois de a sua embaixada em Tripoli ter sido atacada, segundo um comunicado, divulgado este domingo, pelo ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague. "A Convenção de Viena exige que o regime de Kadafi proteja as missões diplomáticas em Tripoli. Por não o fazer, o regime violou uma vez mais as suas responsabilidades e obrigações internacionais", afirma em comunicado, referindo-se ao líder líbio Muamar Kadafi. "Como resultado, tomei a decisão de expulsar o embaixador da Líbia", afirmou, e juntou que o diplomata tem 24 horas para abandonar o Reino Unido. "Condeno os ataques à embaixada britânica em Tripoli, assim como às missões diplomáticas de outros países", salientou Hague. "Os ataques contras as missões diplomáticas não irão debilitar a nossa determinação de proteger os civis na Líbia", esclareceu. A Grâ-Bretanha retirou o seu embaixador em Tripoli no início do conflito e não tem representação diplomática em Tripoli. Uma equipa de diplomáticos britânicos está em Bengasi. NP |
Presidente Rwandês responsabiliza governantes africanos por intervenções estrangeiras
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« Quando alguns Estados africanos criam eles próprios as condições duma ingerência externa nos seus próprios assuntos, a sua responsabilidade é inteira. Se a nossa própria fraqueza e a nossa má governação nos expõem à manipulação, é inútil queixar-se», declarou Paul Kagamé em entrevista à revista « Jeune Afrique » a publicar segunda-feira. Na Côte d’Ivoire, afirmou Kagamé, as imagens da detenção de Laurent Gbagbo « inspiraram-me uma espécie de tristeza quanto à maneira como se faz e concebe a política em África ». « Quanto mais olho mais vejo, detrás , a sombra do cenarista estrangeiro. O facto de que 50 anos após as independências, o destino do povo ivoiriense, da sua economia, da sua moeda, da sua vida política estejam ainda controlados pela antiga potência colonial põe problema. É isto que estas imagens mostram antes de tudo”, afirmou o Presidente rwandês. Paul Kagamé indicou que se França interveio na Côte d’Ivoire foi devido à incapacidade da União Africana e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a resolver a crise neste país, acrescentando que é a consequência dum « fracasso coletivo e individual » dos Africanos. « Qual é, enquanto Africanos , a nossa parte de responsabilidade?", interrogou-se o chefe do Estado rwandês. “Que imagem a própria África dá ao resto do mundo? Pensamos que o espetáculo dum Exército estrangeiro, mesmo sob cobertura onusina, intervindo nas ruas duma capital africana é uma boa coisa? Por que nós, Africanos, deixamo-nos que se nos criem este tipo de situações? Temos a coragem de nos olharmos num espelho? », questionou-se. Panapress |
Policial do Zimbábue é preso por usar banheiro do presidente
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O sargento Alois Mabhunu trabalhava em uma feira anual de Comércio Internacional do Zimbábue, na cidade de Bulawayo, no oeste do país. Segundo o site da rádio Voice of People (VOP), do Zimbábue, Mabhunu foi preso no dia 7 de maio, um dia depois do incidente. O detetive do setor de homicídios estava trabalhando na abertura oficial da feira em Bulawayo. O presidente do banco africano Afreximbank, Jean Louis Ekra, e o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, também participavam da cerimônia. "Mabhunu, devido ao chamado da natureza, correu para os banheiros reservados para Mugabe e seu convidado, Ekra, mas foi parado por outros oficiais que guardavam os banheiros", informou o site da rádio VOP. "Sob intensa pressão do chamado da natureza, o oficial abriu caminho e conseguiu se aliviar." Mas, Mabhunu foi preso no dia seguinte, depois de uma denúncia para os responsáveis pela segurança de Mugabe e comandantes da polícia na cidade, sob suspeita de invadir o banheiro do presidente. O policial está detido em um quartel nos arredores de Bulawayo e a rádio VOP entrou em contato com um porta-voz da polícia de Bulawayo, mas o porta-voz, Mandlenkosi Moyo disse à rádio que "é um assunto interno". Segundo a rádio VOP, Mabhunu está sendo julgado nesta segunda-feira. Segundo o site de notícias New Zimbabwe, a advogada defensora dos direitos humanos Beatrice Mtetwa perguntou por qual crime o policial foi acusado. "Precisa haver uma lei dizendo que o banheiro é do presidente, mas este era um banheiro público. Eles precisavam ter divulgado uma proclamação no jornal do governo especificando isto. Aposto que eles não fizeram isto", disse a advogada. Em todos os lugares que vai, Mugabe, de 87 anos, é protegido por grandes esquadrões da polícia secreta e por soldados. Vários motoristas que cruzaram o caminho do comboio presidencial teriam sido atacados pelos seguranças de Mugabe, por exemplo. BBC |
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Zuma: resolução não permite "assassinato político" de Kadafi
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"Os bombardeios da Otan e de seus aliados são uma preocupação indicada por nosso comitê e pela Assembleia da União Africana (UA), pois a finalidade da resolução 1973 era proteger o povo líbio e permitir os esforços humanitários", declarou Zuma. "A finalidade não era autorizar uma campanha para uma mudança de regime ou um assassinato político", declarou Zuma no início das conversações do comitê de mediação da União Africana na Líbia. O comitê de mediadores, integrado por cinco chefes de Estado, está reunido neste domingo em Pretória para fazer um balanço de seu trabalho. A reunião de Pretória começou no momento em que os rebeldes líbios indicaram que esperam uma oferta de Kadhafi que possa pôr fim a quatro meses de conflito. O comitê liderado pelo presidente da Mauritânia, Mohamed Uld Abdel Aziz, é composto por seus colegas Jacob Zuma, Denis Sassou Nguesso (Congo), Amadou Toumani Touré (Mali) e Yoweri Museveni (Uganda). Esta reunião é realizada pouco antes da 17ª cúpula da União Africana, em Malabo, Guiné Equatorial, de 30 de junho a 1º de julho. AFP |
O terrorismo jornalístico do Jornal de Angola
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Quando um jornalista não tem a coragem de investigar um caso como o dos biliões que se vão vazando por este pais a fora, e pelo contrário, até faz reportagens a favor dos mentores desta gatunagem, não tem outro nome senão o de mercenário da informação. Não é jornalismo quando se alinha um esquema de repressão à aqueles que lutam por uma Angola mais justa. O bom jornalismo, (o do rigor e da ética) é aquele que apura a informação, cruzar as fontes, investiga e denuncia. O bom jornalismo não é aquele que manipula, mina, e que serpenteia a volta do mercantilismo da informação com escassos argumentos noticioso ou informativo e mais propaganda (politica, como se não bastasse) Não me cansarei de denunciar essa tendência de encenar “peças de teatro” a volta daqueles que usufruindo um direito constitucionalmente garantido; o de se manifestar sao ripostados com uma encenação politica com apoio exclusivo da Jornal de Angola, TPA, e pares, como aconteceu com David Mendes e Luaty Beirão. Quem lé o editorial do nosso partidario Jornal de Angola, sabe que Jose Ribeiro, para alem de mercenário da (des)informação e tambem um Taliban da escrita, que tem conseguido semear o terror informativo a todo aqueles que se opoem a ditadura eduardista. O editorial do JA é um a apoio aberto e sem descaramento a ditadura, transformou-se num veículo francamente anti-oposição; Atiça o ódio, a intolerância política, não se preocupa em obter provas ou documentos que sustentem suas acusações ou afirmações. É preciso, desmascarar esse festival de mentiras, e sordidez que vem sendo orquestrado pelo Jornal de Angola, com a participação decisiva do partido MPLA/JES. Jose Ribeiro é assim um cão de guarda que só aceita conteúdos definidos pelos censores da ditadura, tornando o JA no seu território opinativo inexpugnável, com direito a opinião camuflada numa tentiva covarde de calar toda e qualquer opinião ou criticas que periga a ditadura eduardista. Jose Ribeiro actua no Jornalismo angolano, como se fosse um parceiro comercial do MPLA. Basta entrarmos na máquina do tempo e darmos uma olhada no ano em que a constituição entrou em debate; JES e o MPLA divergiam quanto a forma de eleição do presidente; enquanto JES defendia a existencia de duas correntes no seio do MPLA, Kuata Kanawa negava a existencia das mesmas. Bornito apareceu para apagar o fogo dizendo que existe sim uma sintonia entre o JES e o MPLA. No dia seguinte o editorial teve o mesmo titulo... Presidente e partido estão em sintonia. Se um governo manipula os meios de comunicação a democracia não existe. Tony Kabila www.k issonde.net |
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