quarta-feira, 30 de março de 2011

Mfuka Muzemba em Bruxelas critica o governo de Jes/Mpla

mfuka muzemba  0054O secretário geral da JURA, braço juvenil da UNITA, disse em Bruxelas no encontro com os jovens da comunidade angolana, que o presidente angolano José Eduardo dos Santos, não é só mais corrupto, mas sim gatuno do país, tudo pela forma como tem desviado o erário público e enriquecer a sua família.
Temos um governo que não presta contas ao parlamento e aos angolanos e, que as pessoas denunciadas sobre corrupção permanecem impunes e com cobertura do governo, ou até são mais promovidos, como se quem está no governo e não roubar é desconfiado, considerou Mfuca Muzemba.
Mfuca Muzemba, que ao abordar os problemas da população angolana com os jovens em Bruxelas, considerou deplorável a vida dos angolanos que ao longo de 35 anos de governo do MPLA, o povo vive ainda em extrema pobreza com a falta de saneamento básico, sem luz normalizada, sem água potável e, a juventude atirada ao desemprego sem perspectivas e nem esperança porque estão cansados das varias promessas falhadas do MPLA.
Ainda na sua abordagem, Mfuca Muzemba disse estar satisfeito com o sinal vivo e claro que a juventude dá em relação à mudança do actual regime que governa Angola. A juventude aqui na diáspora deve contribuir mais para a mudança em Angola, até porque vocês vivem de perto o desenvolvimento destes países desde as novas tecnologias, a saúde qualificada, escolas competitivas, rede de transporte desenvolvidos e o exercício de direitos e liberdades fundamentais, em países que nem sequer tem o mínimo de potencialidades de riqueza que Angola tem.
De recordar que Mfuca Muzemba está num périplo pela Europa, onde na semana passada conferenciou com os jovens angolanos em Portugal e foi recebido na Assembléia da República num encontro com deputados, mormente o Dr. JOÂO SOARES. Apos Bruxelas Mfuca Muzemba é esperado na Holanda e em Paris (França).
Angola24horas.com

Assinala-se hoje 23 anos da Batalha do Cuito Cuanavale

mig23Assinala-se hoje 23 de Março, o vigésimo terceiro aniversário da Batalha do Cuito Cuanavale, considerada a maior de forças regulares ocorrida na África Austral.
A efeméride marca a derrota imposta pelas ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), conjuntamente com internacionalistas de Cuba, contra militares do antigo regime do apartheid sul-africano, que, na altura, invadiam Angola a partir desta região sudeste do país.
A derrota das então forças militares sul-africanas obrigou o regime do apartheid a promover conversações quadripartidas, que levou a assinatura do acordo de Nova Iorque (EUA) e, consequentemente, a independência da Namíbia e a democratização da África do Sul, com o fim do regime do Apartheid.
A intervenção sul-africana em Angola teve início no período colonial português, com o objectivo de ajudar os colonialistas na luta contra os grupos de guerrilheiros que na altura existiam. A principal base da África do Sul na altura estava localizada na região do Cuito Cuanavale.
Após a independência, estas forças voltaram a invadir o país, posicionando as suas tropas até ao sul do Ebo, província do Kwanza Sul, de onde sofreram uma derrota e tiveram de se retirar.
Após este recuo, instalaram-se na Namíbia e daí realizavam incursões no território angolano, sempre com o pretexto de que combatiam os militantes da Swapo e do ANC.
Durante quase mais de uma década, o regime sul-africano tinha como objectivo manter um território no sul de Angola, onde operariam livremente contra o exército angolano.
Ainda durante este tempo, o exército angolano realizou várias operações ao sul do território, com o objectivo de destruir as bases da Unita, e nela foram empregues quatro brigadas (16, 21, 45, 59), que avançaram até às margens do rio Longa.
A ofensiva das FAPLA estava a ser coroada com grandes êxitos até os sul-africanos introduzirem directamente forças como a brigada 61 motorizada, batalhão búfalo e outras que conseguiram, na altura, parar a ofensiva do Governo angolano.
Animados com este resultado, resolveram realizar outra operação denominada "Hooper", cujo objectivo era destroçar as brigadas das FAPLA e tomar o Cuito Cuanavale.
Decidiram então abrir duas frentes, sendo uma no Kuando Kubango e outra no Cunene, com o objectivo de realizar uma ofensiva em direcção à fronteira namibiana.
Após grandes combates de artilharia, tanques e bombardeamentos aéreos, que duraram oito horas, as FAPLA conseguiram derrotar as tropas sul-africanas, obrigando-as a se retirar.
Nesta batalha, segundo fontes militares, foi quebrado o mito de invencibilidade do exército racista da África do Sul e alterou, "de uma vez por todas", a correlação de forças na região austral do continente.
A superioridade alcançada pelas ex-FAPLA no campo de batalha fez com que o regime do apertheid, temendo uma derrota mais pesada, aceitasse a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU.
A resolução 435/78 ditava a independência da Namíbia e consequentemente o desmantelamento do regime de segregação racial, que vigorava na África do Sul.
Numa declaração dirigida à nação, em 2008, por ocasião da data, o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, enalteceu este feito, por constituir, sem dúvida, a premissa fundamental para a paz e a reconciliação nacional de Angola.
"A Batalha de Cuito Cuanavale foi, assim, o ponto de viragem decisivo numa guerra que se arrastava há longos anos e na qual o jovem Estado angolano teve de sofrer as pressões e ameaças de grandes potências e a agressão directa de forças militares que elas financiavam, apoiavam e armavam", lê-se na mensagem.mapa
Segundo o presidente, "com a vitória do Cuito Cuanavale e as medidas tomadas posteriormente foram eliminados os principais factores externos que ainda condicionavam o conflito em Angola e abriu-se uma via favorável à sua resolução interna".
Para honrar a memória de todos os que lutaram para defender aquela localidade da ocupação sul-africana, o governo angolano ergueu, à entrada da sede municipal do Cuito Cuanavale, um edifício de aproximadamente 35 metros de altura, sob a forma de pirâmide, denominado "Monumento Histórico".
A infra-estrutura comporta dois pisos, um terraço e sustentada por três vigas de betão armado, que lhe conferem a forma de uma pirâmide, está equipada com um elevador com capacidade para transportar cinco pessoas.
Logo à entrada do pátio do monumento histórico, encontra-se uma estátua de dois soldados, sendo um combatente das ex-FAPLA e outro cubano, com os punhos erguidos em sinal de vitória no fim dos combates da já conhecida, no mundo, "Batalha do Cuito Cuanavale".
No mesmo perímetro, encontra-se uma biblioteca e um museu, este último, onde estão expostas algumas das armas capturadas durante os combates e do material utilizado pelas extintas FAPLA e pelas tropas cubanas.
O nome Cuito Cuanavale, um dos municípios da província do Kuando Kubango, tem origem dos rios Cuito e Cuanavale, que convergem nesta região.
O Cuito Cuanavale possui uma superfície de 35.610 quilómetros quadrados, onde se estima que habitem 94.743 pessoas, que se dedicam essencialmente à agricultura e criação de gado.
ANGOP

terça-feira, 29 de março de 2011

Nerika Loureiro Condenada a 17 anos

nerika 79400O juiz da 7ª Secção de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, António Morais, condenou esta quarta-feira a 17 anos a ré Nerika Loureiro, acusada de assassinar o seu esposo Lopo Loureiro com 11 golpes de faca.
Após sete audiências e ouvidos 27 declarantes foi de igual forma um total de três milhões e cinqüenta mil kwanzas é à ser paga a família da vítima.
O advogado da Ré Sergio Raimundo disse que não concorda com a sentença e vão recorrer à decisão do Tribunal. A mesma intenção foi revelada pela Ana Paula Godinho a assistente de acusação. No final os familiares da vítima protestarão a decisão do TPL.
HISTORIAL DO CRIME
A morte do jovem Lopo Loureiro deu-se por volta das duas horas da manhã na sua residência, em Nova Vida, algumas horas depois de ter ido buscar a sua esposa no Aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro.
A acusada chegara à Angola por volta das 18 horas e 40 minutos do dia 31 de Março 2010, num dos aviões da TAAG que fazia a escala Lisboa-Luanda, em companhia da sua mãe Beatriz da Conceição e dos seus dois filhos, Naió e Ângelo Loureiro, de dois anos e de dez meses, respectivamente. A jovem que trabalhava na Sonair, se deslocara à Portugal para gozar ferias de 15 dias com a mãe e os filhos e aproveitou fazer check up médico.
Este jornal apurou que, às 21 horas e 45 minutos do dia 1 de Abril, Lopo Loureiro enviou uma mensagem para um dos seus colegas do Banco de Poupança e Crédito (BPC) avisando-o que a sua família havia chegado bem das terras de Camões e que levou a sua sogra em casa. De seguida o casal deixou a senhora Beatriz da Conceição na sua residência e rumou para o seu apartamento no bairro Nova Vida.
Depois de ter cometido o crime, a ré se deslocara à residência dos seus progenitores. Deixou as crianças no carro e subiu ao apartamento para os avisar sobre o que havia sucedido. Em pânico, ela deslocou-se à Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) para pedir asilo, mas foi rejeitada. O facto de não ter sido bem sucedida no território americano terá concorrido para a acusada se deslocar posteriormente à Embaixada Portuguesa, por volta das 4h30, em companhia de um dos agentes que protegia aquele local. Ao ver que teria de esperar que os serviços diplomáticos abrissem, ligou para uma das suas colegas da SONAIR para contar o que havia cometido.
Os parentes de Lopo Loureiro estão a ser defendido pela advogada Paula Godinho. O malogrado trabalhava na direcção de Corporate do Banco de Poupança e Crédito (BPC) desde 2007 e estava prestes a abandonar este posto para integrar o departamento de negociações da petrolífera angolana Sonangol.
Formado em gestão e administração pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa e pela Universidade de Abeerden, na Escócia.
Após concluir o curso superior de gestão de empresa, em 2007, regressou a Angola e começou a estagiar na Endiama, mas em Outubro do mesmo ano pós fim a essa etapa para exercer a função de gestor de contas do BPC. Função que exerceu até à data da sua morte.
Angola24horas.com

" Voz de padre, só por si, não representa Igreja"

 Sociedade
catolica14«A voz de um padre, só por si, não representa a Igreja, nem tem mais autoridade do que a mesma doutrina por ele exposta». Assim salienta a nota Pastoral saída da I Assembleia Anual da CEAST, que esta terça-feira encerrou os seus trabalhos.
Segundo o documento, “ os pronunciamentos dos sacerdotes devem estar em sintonia com o pensamento da Igreja, sobretudo em questões políticas”.
“Queremos recordar aqui que a igreja não pode ser instrumentalizada por partido algum, nem se quer por aquele que exerce o poder. A igreja é mãe de todos os seus baptizados e respeita as suas opções políticas, desde que elas se não oponham aos princípios da sua fé” – refere a nota.
O Bispo de Cabinda acrescentou que “ há dois momentos em que a Igreja fala oficialmente, através dos bispos, de um modo geral ou através do porta-voz da Conferência Episcopal, ou do porta-voz de uma diocese”.
“Todas outras opiniões ou declarações que venha a fazer são declarações de carácter pessoal que deveriam estar em consonância com aquilo que é o pensamento da Igreja” - frisou.
“Quando um padre fala numa homilia, em principio deveria falar sempre em sintonia com o pensamento de Igreja e não transmitir algo que exprima uma sensibilidade pessoal, sobretudo se tratando de questões de natureza politica” – reforçou ainda.
Apostolado

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lubango: Director preso por suspeita de desvio de fundos

prisoner 90A Polícia na Huíla deteve por ordem da Procuradoria da República na região um alto funcionário da administração municipal do Lubango acusado do crime de peculato por suposto desvio de fundos nas contas da edilidade.
Nas vestes de Director do Gabinete do Plano da Administração Municipal do Lubango, Gaudêncio da Glória Clemente, numa cabala com o empresário do ramo de construção civil, David Salvador, também preso, terá supostamente desencaminhado mais de 15 milhões de Kwanzas, pouco mais de 150 mil dólares norte-americanos
Segundo o porta-voz do Comando da Polícia da Huíla dada a envergadura dos números que envolveram a operação, a Polícia de Investigação das Actividades Económicas continua a trabalhar com vista a encontrar eventuais outros implicados.
Sem se abrir muito, o oficial superior da Polícia, Paiva Tomás, evocou o segredo de justiça;
“Por isso é que o trabalho decorre, sempre que o trabalho decorre as informações a respeito do caso param por aí isto por um lado para não aquilo que se chama espantar a caça e por outro lado são normas próprias de um trabalho investigativo no sentido de apurar mais factos.”
Até ao momento desconhece-se o destino do dinheiro sabendo-se apenas que ainda não foi recuperado;
“Geralmente quando esses valores se é que existem e não se deram outro destino, então caberá simplesmente ao Tribunal determinar a reposição dos respectivos valores.
E mais não disse o porta-voz da Polícia na Huíla, Paiva Tomás.
Na eventualidade do processo proceder nos termos em que é requerido pelo Ministério Público, os cidadãos em causa, poderão ser sancionados mediante o Código Penal angolano através dos artigos 313, 437 e 421 que prevê para o crime de peculato penas que vão dos oito aos 12 anos de prisão efectiva.
VOA News

Situação de abandono da província do Zaire (II)

mulherA situação do descontentamento generalizado da população da província do Zaire. A população Quer justiça e transparência no que visa o plano da reconstrução Nacional e dos direitos da cidadania.
A província do Zaire tem uma superfície de 40 130 km2 e uma população de cerca de 376 000 habitantes, constituída na sua maioria pelo povo étnico dos Bacongos.
A província tem 5 deputados que não representam efectivamente os segmentos importantes do povo do Zaire na sua diversidade, há problemas reais e concretos dos cidadãos e das comunidades, mas os dignos representantes e defensores não tem a capacidade de os discutir com interesse e de os pôr no centro da agenda política da Assembleia Nacional e mobilizar o Executivo e a sociedade no geral.
Segundo as opiniões obtidas pela massa juvenil desta província seria de extrema importância que acontecesse a manifestação do dia 7 de Março na história dos Angolanos principalmente nó da província do Zaire, onde a província no âmbito do plano da reconstrução nacional, verifica-se completamente esquecida.
A província do Zaire tem 6 municípios nomeadamente: M'banza kongo que é a sede provincial, Sóyo, N'zetu, Tombokco, Cuimba e Nóqui,
Encontra as suas maiores dificuldades na falta de infra-estruturas escolares e de condições de saúde. Neste sector, verifica-se a precariedade de centros de saúde, de medicamentos e equipamentos, de campanhas de vacinação e o consequente aumento das doenças transmissíveis. As principais doenças são a malária, a má nutrição, as doenças diarréias agudas, a doença do sono, a tuberculose e a sida.
Os jovens sem rumo clamam dia a dia sobre o futuro da província por falta das escolas para todos, as oportunidades de empregos, grande percentagem da juventude acabam por envolver-se em grupos de delinquência (roubos e outras práticas), e na camada feminina existem fenómenos da prostituição, com o objectivo de encontrar uma maneira de sobreviver.
As adolescentes e menores de idades são vítimas e sujeitas a envolverem-se precocemente em actos sexuais, isto devido à falta de distracção com actividades culturais, desportivos e de sítios de lazer; tal como: Cinemas, Bibliotecas, jardins, Parques infantis e etc.
Os “professores” escrevem as vezes com carvão sobre um “quadro” feito de tronco de árvore. Recorde-se que a Província é rica em florestas densas produtoras de madeira.
Zaire não tem Universidade. Fala-se em um “Pólo de ensino superior” cuja direcção está em Cabinda, mas também ninguém sabe explicar com que infa-estruturas vão funcionar ou leccionar.
A Província do Zaire (M´Banza Kongo) não tem prédios e hotéis. Os únicos “prédio” são nomeadamente o Palácio do Governo Provincial com dois andares, o famoso “Hotel” Estrela do Congo, que não passa de uma pousada, também com dois andares.
A Província não tem um Estádio de futebol, nem qualquer outra estrutura desportiva
Há a falta de hospitais adequados, as populações morrem diariamente em grande número, um elevadíssimo número de populações recorrem aos países vizinhos a procura de soluções de Saúde, onde alguns acabam mesmo morrendo pelo caminho, até para aquelas doenças que diagnostica mente são de fácil curas. Há uma grande falta de médicos com qualidade, os poucos que existem, alguns provenientes da RDC com dificuldades de comunicação, na sua maioria são técnicos médios e básicos que dificilmente conseguem diagnosticar ou tratar certas doenças. Também pela falta de condições nos centros, já que não existem hospitais na província, as pessoas internadas nos tais Centros de Saúde são ajuntados muitas vezes dois a três pacientes por cada cama.
Na ausência de ambulâncias, os doentes são transportados de Kipoyo (Tchipoia) e a população recorre à medicina ancestral ou tradicional, a chamada Curandaria, como no tempo medieval.
Há grandes dificuldades nas tocantes necessidades básicas como a água e luz, As pessoa tem que percorrer grandes distâncias na procura do líquido precioso. Somente em algumas residências na vila da capital da província onde moram os chefes, sai água de 3 a 4 vezes por semana.
Em poucas palavras a água potável é inexistente. A simples palavra água potável parece ser desconhecida pelas populações locais que buscam este precioso líquido aos rios e poços.
Pela exploração do petróleo, tal como a província de Cabinda, o Zaire representa um dos principais motores da economia nacional; mas a sua população desconhece o gás de cozinha.
A energia eléctrica ainda constitui um dos maiores problemas naquela cidade, existem bairros circunvizinhos da vila do B.Kongo que beneficiam da energia eléctrica, mas também tem se constatado muitas vezes 3 a 4 semanas sem luz por falta de combustível que alimenta os grupos geradores, isto devido ao mau estado das vias que ligam os municípios da província (a capital do município económico Sóyo para N'zetu), onde os sistemas que transportam o combustível levam 2 a 3 semanas presas na via, sem chegarem ao destino.
Segundo os químicos, o asfalto provem do Petróleo, mas mesmo sendo a província uma potência no petróleo, ainda assim as estradas e ruas do Zaire são de terra batida.
Falando das estradas a única via em obras a ser asfaltada é a via que liga a sede provincial para a capital do país, a única parte já asfaltada é o troço M'banza Congo ao município do N'zetu. Falando de Mbanza Congo, as ruas estão todas totalmente destruídas sem asfalto, só duas ou três ruas foram asfaltadas dentro da cidade.
Não se aconselha a viajar para a província, pior ainda a Mbanza-Kongo, na estação seca, para evitar contrair a bronquite por inalação de poeira.
Aqui, a poeira é a tinta para os móveis e imóveis, desde os edifícios as viaturas e mesmo as pessoas.
Em algumas estradas como as de Luvu e Kuimba, mesmo circulando de dia com a luz do sol, as viaturas acendem as luzes para evitarem colidir-se com outras devido a nuvens de poeira que se levanta, em quanto os ditos muátas "chefes residem em sítios com melhores condições e andam com carros ou jipes de luxo com A/C, vidros fechados e fumados.
A população ainda tem vivido dia a dia num clima de medo, onde não existe liberdade de expressão.
Os maltrates por parte dos policiais, a corrupção ainda é o maior vício por parte dos Policiais, aqueles que tem a possibilidade de exercer uma determinada actividade comercial, não é fácil conseguir legalizar as suas actividades tendo em conta as dificuldades enfrentadas até existem um termo"só para quem tem pai na cozinha".
Nós como jovens desta província estamos bastante preocupado com a forma como somos domesticados nessa província, apelamos ás Entidades dos Direitos Humanos, ONGs, Partidos Políticos Democráticos, os verdadeiros amigos da Páz, da Democracia, Justiça e ao Executivo Central para rever a situação.
Por direito caberia a nós certos privilégios como as de Cabinda, sendo o Zaire uma província onde advêm 60% dos OGEs de angolano partir do petróleo e não só, o simples facto de sermos Angolanos e pioneiros da revolta pró independência de Angola, nos consideramos ter sido dado acostas pelo nosso próprio MPLA, o Executivo Central e pelo P.R – JES durante a sua longa governação sem nunca percebermos o porque.
Viva Paz e Justiça! Viva Democracia!
Elaborado p/ Jovens Zaire
Mbanza Congo

Benguela: A UNITA considera que o governo não tem projecto concreto para as catástrofes

chuvasluanda10Vitorino Nhany, secretário provincial da UNITA em Benguela, diz que o governo local não tem um projecto concreto para se evitar as constantes catástrofes provocadas chuvas na província.
Em conferência de imprensa, o politico disse que, o governo para responder aos desastres, limita-se implementar programas de emergência para assistir as vítimas das enxurradas.
Recordou que, as inundações que Benguela tem registado, nos últimos anos, são reflexos das alterações climáticas que o mundo enfrenta, o que obriga das autoridades locais a criação de mecanismos para a adaptação e mitigação dos choques climáticos.
As cheias, estão provocar danos graves no bem-estar da população local que já está a debater-se com uma pobreza profundamente enraizada.
“ Nesse preciso momento quem está a sofrer com a situação da enxurrada é o coitadinho pobre, porque o governante está no prédio.”
“ Agora se as atenções não estiverem viradas para aquele que está a sofrer, é melhor esse governo desistir. É necessário que venham aquelas são patriotas que possam dericionar as suas atenções para o homem em primeiro lugar.”
Para contrapor a fraca resposta do governo de Benguela em relações aos desastres causados pelas chuvas, a oposição apresentou, recentemente, uma proposta ao governador, Armando da Cruz Neto.
“ O governo sabe dos danos que as chuvas causam, mas quando chega o período seco todos ficam de braços cruzados. É necessário que durante esse período se implemente programas virados para os desassoreamentos dos rios, a instalação de cobertos vegetais para estruturação do próprio solo.”
O dirigente partidário referiu ainda que, a mesma celeridade que se teve para a construção do estádio de futebol, avaliado em cerca 117 milhões de dólares, “ pode ser imprimida para a construção e recuperação dos sistemas de esgotos.”
Questionado se as autoridades locais irão executar as recomendações deixadas pelo Galo Negro, Nhany replicou que, “ se isso não se fizer em prazo de um ano, o povo irá assinar o certificado de incompetência ao próprio governo.”
Entretanto, quatro crianças morreram como consequências das chuvas que caíram nos últimos 15 dias em vários municípios da província, segundo o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.
VOA News