| Noticias em geral |
Como soe dizer-se que Angola é Luanda e a capital é a Mutamba, o jornal Folha8 lembrou-se de fazer uma pequena viagem ao estrangeiro. A descoberta que fizeram ao longo do périplo em terras do Zaire, que, afinal de contas não é país estrangeiro, mas simples colónia de Angola, redundou num constato que foi uma das grandes decepções da sua vida de jornalista, uma surpresa triste, chocante, que lhes revelou até que ponto está desenvolvida a técnica de enganar a gente da nossa terra, lançando-lhes areia para os olhos de maneira ininterrupta e baixa, mas magistral. Segundo o jornalista William Tonet Na viagem que fizeram, constataram que se tinham enganado ao sair de Luanda, de facto não entraram em país estrangeiro, ficaram, sim, a conhecer o que se pode considerar uma região ao abandono, apesar de ser uma das províncias de Angola que mais proveito acarreta para os cofres do Tesouro Nacional. O seu destino era Mbanza Kongo, capital da referida província, e, como aperitivo ao que iriam viver, fizeram um trajecto deveras inconfortável, numa estrada de péssima qualidade, nem sequer era de terra batida, mas de BURACOS BATIDOS e na melhor das hipóteses, esbatidos, aos milhares, ao longo de cerca de 400 km de um percurso caótico, ao qual nem o melhor dos jipes resiste. Uma vergonha, transformada nos spots publicitários da TPA em magnífica realização do executivo. A província do Zaire, vaca leiteira fecunda da indústria petrolífera, que contempla o Estado com coisa de 70% do PIB nacional, é, sem tirar nem pôr, a mais pura demonstração da incompetência da gestão do Presidente da República e chefe do Executivo. O ministro da Construção, por exemplo, teve o desplante de se deslocar de Luanda aqui há uns dias atrás, para inaugurar um ponteco de meia-tijela, a unir duas margens de um riacho para kabwenha e “joaquinzinhos”, quando deveria tranquilizar as populações sobre o que está a ser providenciado para minimizar os problemas causados pelo péssimo estado das estradas de ligação da capital provincial, não só a Luanda, mas também ao Soyo, a Maquela do Zombo e outros municípios, sem esquecer Matadi, do outro lado do rio, uma estrada internacional que nem cavalos nem burros gostam de frequentar. Uma região esquecida O Zaire, região que, como sobredito, é das maiores produtoras de petróleo do nosso país, tem, não nos espantemos isto é Angola, em todo o seu desespero e desesplendor, tem, dizíamos, uma única bomba de combustível. UMA! (01) Cujo reservatório comporta o suficiente para um abastecimento normal de 5 a 10 dias e é abastecida em combustível uma vez por mês. Assim, durante 5 a 10 dias, os automobilistas da região são abastecidos, depois, todo o resto do mês ficam à espera, enquanto o petróleo, que está ali à beira a sair da mãe terra às golfadas, como que em vómitos a jorrar do fundo do mar e a poluir imensas áreas do oceano, são embarrilados, tanto ao próprio como ao figurado, e o lucro dos seus barris, também embarrilado, poderá servir para os empreendimentos que são inaugurados e os dinheiros esbanjados em obras e organizações que estão fixadas em Luanda. Neste figurino de profundo desdém, com relentos e resquícios de centralismo étnico, geograficamente fora do lugar, a pretendida mais-valia que o Governo augura, mais-valia que só ficasse circunscrita aos miríficos projectos de Luanda, com as suas novas torres e ilhas artificiais, e deixasse o resto das províncias ao cargo da gestão de pessoas mais competentes. Má gestão e incompetência ao rubro O Zaire é um país triste. Vive às escuras a maior parte do tempo. É uma terra abastecida em electricidade por geradores, que, sem ser por mero acaso, também ficam por vezes sem combustível. E não havia necessidade desta critica situação, caso existisse interesse, pelo bem estar das gentes daquele território, por parte de quem de Luanda, pensa que governa, bastando que fossem construídas pequenas hidroeléctricas nos rios Briz e Lueje, que seguramente dariam para fornecer energia a toda província. E isso poderia ser um bom impulso para o desenvolvimento da indústria que tirando a petrolífera e pequenas padarias, tudo o mais é miragem. O Tribunal provincial do Zaire, em Mbanza Kongo, não tem uma única sala para realizar audiências e as instalações onde ele funciona são uma vergonha para os fazedores e operadores de justiça, os próprios presos engavetados e uma humilhação para aquilo a que se dá, indevidamente, o nome de palácio da justiça. Por outro lado, em 35 anos de patinagem legislativa e executiva, o governo não construiu um único hospital, e a esse respeito, vive ancorado ao herdado do tempo colonial, que não dá, já desde o século passado, para as encomendas. A evolução verificada, cingiu-se a um vergonhoso e mini-bloco pré-fabricado, que tem engalfinhado a maternidade, a pediatria, clínica geral e um bloco operatório deficiente. Assim sendo, no Zaire, cerca de 60% da população recorre aos serviços da medicina tradicional, pois a pública encontra-se numa situação do culpado por ter cão e culpado por não ter, isto é, quando não faltam médicos e enfermeiros os medicamentos escasseiam. A casa mortuária, com apenas quatro gavetas, que é uma miragem que só seitas de baixa estirpe poderiam imaginar. As escolas do Zaire, província rica em petróleo, fazem lembrar os nossos antepassados, muitas delas ainda têm latas e pedras para os alunos se sentarem e poderem escrever. O ensino médio e universitário, também enferma a discriminação. Existe o INE (Instituto Nacional de Educação), que funciona numa ex-escola primária que cai aos pedaços e é emprestada; o PUNIV, que não tem estrutura própria e funciona num antigo armazém, dividido em quatro salas; e o Instituto Médio de Administração Gestão e Marketing, único que funciona em estrutura própria. Quanto ao universitário, resume-se a um núcleo da Escola Superior Politécnica 11 de Novembro de Cabinda, que funciona junto ao Hospital Provincial, numa instalação pré-fabricada, com oito salas, administrando os cursos de Matemática, Psicologia, Física e Gestão. Caricatamente, não tem curso ligado aos petróleos, tão pouco a agricultura, riquezas da região. Mas a discriminação atinge também a docência, como o exemplo do professor duma cadeira nuclear, que, para ser aceite e poder leccionar no universo universitário de Mbanza Kongo, tivesse que se desenrascar para tratar da aquisição do cartão de militante do MPLA. O Zaire, em princípio, pelo seu acesso ao mar, devia poder comer peixe todos os dias, a verdade é que ele escasseia, porque as políticas governamentais matam todos os dias esta indústria de subsistência e os empregos dos pescadores, com o mar muitas vezes assolado com o óleo que vasa das sondas das petrolíferas, não se presta a grandes pescas. Isto perante o olhar cândido e sereno das autoridades, que não mexem uma palha quando se verificam graves atentados ao meio ambiente por exclusiva culpa das multinacionais petrolíferas instaladas confortavelmente nos mares do Zaire. No meio de toda esta mostra de desdém pelos proprietários reais da riqueza petrolífera do Zaire, fica uma pergunta no ar: mas onde raio é que o governo aplica os biliões de dólares que são extraídos do petróleo dessa província? A resposta, infelizmente é evidente: esse dinheiro beneficia, primeiro Luanda, segundo Luanda, terceiro Luanda, quarto as outras províncias e só as migalhas regressam ao Zaire, que parece uma terra abandonada. Dizer que a região tem petróleo é até vergonhoso e pode ser uma demonstração, e uma verdadeira denúncia, da má gestão a que o pais está votado com dirigentes sentados nas poltronas de Luanda, apenas interessados no dinheiro das regiões e borrifando-se para o sofrimento das populações. O Zaire é tratado, tal qual como muitas outras províncias, como região colonizada, pois esta forma desprezível demonstra um profundo desinteresse pelo bem-estar das suas populações, logo, a melhor opção ainda seria o governo de Luanda deixar a gestão para outras inteligências e concentrar-se exclusivamente em Luanda. Há ainda tanta torre por construir. Com Arlindo Santana, em Mbanza Kongo Eduardo M. N´zinga Angola24horas.com |
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
A Província do Zaire em miséria
Jornalista de origem angolana denuncia Fifa
| Notícias - Angola24horas |
As suas investigações, juntamente com as de outros jornalistas como o britânico Andrew Jennings, deram ao mundo uma ideia sobre o nível de corrupção na toda poderosa Fifa. Quando você as iniciou e o que o levou a fazê-las? Jean- François Tanda: Tudo começou quando eu era estagiário no jornal Zurich Sunday em 2005 e, coincidentemente, descobri um acórdão do Tribunal Federal da Suíça. O mesmo era sobre a Fifa e a ISL, sua antiga parceira de marketing esportivo. Em cerca de 10 páginas, os juízes federais descreveram um sistema completo de negócios sujos. No início eu não sabia que era sobre a ISL na medida em que tudo era anônimo. Comecei a juntar as peças, a falar com pessoas, e então entendi do que se tratava. Foi o começo das minhas estórias e da minha história com a Fifa: pura coincidência. Joseph Blatter acabou de ser reeleito para mais um mandato como presidente da Fifa. Como você se sentiu depois de todas as notícias de escândalo envolvendo a entidade? JFT: Não fiquei surpreso de todo. Para além da Inglaterra e de apenas outras 16, eu esperava mais algumas federações nacionais de futebol a pedirem para adiar as eleições. Mas, quando apareci no congresso da Fifa e senti a atmosfera, logo percebi que a "família Fifa" tem uma maneira muito diferente de pensar da do resto do mundo. Blatter não é a pessoa que pode devolver a integridade à Fifa e nem alguém que esteja disponível para mudar a imagem da entidade no mundo. Ele faz parte da velha escola de funcionários que não gostam da transparência e nem querem mudar nada na governação daquela organização multibilionária. Você espera que um dia ele acabe renunciando e que responda pelas alegadas acusações de corrupção na Fifa? JFT: Não penso que ele vá renunciar a não ser que seja por razões de saúde. Ele nunca vai ser cobrado por corrupção porque na Suíça a corrupção na Fifa não era ilegal até 2006. Jamais alguém poderia provar que ele foi subornado. Ele vive de subsídios da Fifa nos 365 dias do ano. Ele - e todos no Comitê Executivo - recebem 500 dólares ao dia quando em viagem nas missões da Fifa. Oficialmente ele ganha 1 milhão de dólares por ano e, extra-oficialmente, isso deve ser muito mais. Ele não precisa de dinheiro e provavelmente não é corrupto. Certamente distribui brindes e presentes, mas tudo dentro do quadro legal dos estatutos da Fifa. No seu ponto de vista, e com base no que você apurou até agora, qual o nível de prevalência da corrupção na Fifa hoje? JFT: Jack Warner, que acabou de renunciar a todas as suas posições, disse que não entendia porque era investigado pela Fifa. Ele explicou que brindes e presentes sempre foram aceites e eram normais nos seus 30 anos na Fifa. Eu dou a você esse exemplo para mostrar a forma como esses caras pensam: para eles é absolutamente normal receber dinheiro e outros privilégios de todo o mundo e de qualquer pessoa apenas porque têm assento no Comitê Executivo da Fifa. Por isso eu penso que a corrupção é prevalente na Fifa, no mínimo entre os funcionários que estão na instituição há um longo tempo. Como disse antes, de acordo com a lei suíça, a corrupção na Fifa era legal até 2006 e somente subornar os funcionários do Estado era proibido. O Comitê de Ética da Fifa deu por encerrados todos os procedimentos iniciados contra Warner e manteve a presunção de sua inocência. Ele era o elo mais fraco? JFT: Estou decepcionado por o Comitê de Ética ter parado as suas investigações. Como mencionei antes, o próprio Warner explicou a agência Bloomberg que brindes, presentes e pagamentos foram sistematicamente distribuídos nos últimos 30 anos em que ele esteve na Fifa. Não percebo muito bem porque ele renunciou. Provavelmente não havia outra saída e essa é a única explicação que vejo. Isso representa o fim das suas investigações? JFT: Não, isso certamente não é o fim. Enquanto houver pessoas como Sepp Blatter, Ricardo Teixeira, Nicolas Leoz ou Julio Grondona, no Comitê Executivo da Fifa, isso significa que a mesma velha escola e o mesmo velho estilo de homens continuam a governar o futebol. Houve rumores de corrupção envolvendo a candidatura de Qatar-2022. Do que sabe sobre a Fifa, você diria que a corrupção sempre jogou um papel importante em qualquer candidatura ou não? JFT: Depende da maneira como você define a corrupção. Qatar afirmou ter agido dentro do quadro legal permitido pela Fifa. Isso certamente inclui o financiamento de projetos e pequenos brindes. Um antigo funcionário da Fifa disse que a Alemanha também usou de todas as possibilidades ter a Copa de 2006 garantida, ou seja, financiando projetos, organizando jogos amigáveis e assim por diante. Você diria que a Fifa é "uma família de crime organizado" como Andrew Jennings sugere? JFT: Como advogado eu nunca iria tão longe, mas você pode ver algumas similaridades como as seguintes: empresas de fachada em paraísos fiscais como o Liechtenstein, as Ilhas virgens Britânicas ou Andorra onde ninguém, nem mesmo os promotores de justiça conseguem realmente descobrir quem pegou o dinheiro e por onde ele passou; intransparência; muito dinheiro sendo pago sem razão e, finalmente, Omertà, a regra não escrita do silêncio. Você esta chegando ao ponto que deseja nas suas investigações? JFT: Eu sempre quero saber mais do que sei. Nunca tive uma meta específica com essas investigações. Mas fico curioso quando pressinto que alguém tem algo a esconder. Que tipo de constrangimentos, pressões, você está enfrentando para não ir mais longe no seu trabalho? JFT: Obviamente que eles têm muito dinheiro para pagar aos seus advogados e à todos os que estão ou estiveram por dentro da Fifa. Por exemplo, antigos funcionários da Fifa receberam quatro anos mais de salários após deixarem a instituição. Em contrapartida eles não estão autorizados a falar sobre o que sabem. O antigo secretário-geral Urs Linsi recebeu mesmo oito anos mais de salário para se manter silencioso. Nas suas investigações você mencionou dois grandes nomes brasileiros no dirigismo do futebol: Ricardo Teixeira, o atual chefe da CBF, e João Havelange, seu ex-sogro e antigo presidente da Fifa. O que você apurou sobre essas pessoas nas suas investigações? JFT: Nos anos de 1990 Ricardo Teixeira recebeu 9,5 milhões de dólares da ISL, uma agência de marketing desportivo falida, sediada em Lietchtenstein. O dinheiro foi para uma empresa da qual Teixeira e Havelange eram donos. Este último recebeu 1 milhão, de acordo com a lista da ISL. Você sabe de outros nomes de futebol ou mesmo do governo brasileiro que estejam envolvidos nesse escândalo? JFT: Não Romário, a antiga estrela do futebol brasileiro e agora deputado federal, questionou a forma como estão sendo conduzidos os trabalhos da organização da Copa de 2014. Ele sugeriu que, para bem do evento, Teixeira deveria renunciar face às alegações de corrupção que o envolvem e também pela sua idade. JFT: Todos os políticos no mundo deveriam renunciar quando aparecem estórias de corrupção chegando todos os dias, como no caso do senhor Teixeira. Ser membro do Comitê Executivo da Fifa é desempenhar um cargo político. Assim, com certeza que concordo com Romário. Isso também é valido para o seu trabalho como chefe do Comitê Organizador da Copa de 2014. Agora algumas perguntas de âmbito mais pessoal. Como jornalista, você diria que o desvendar desses escândalos na Fifa representa o maior feito até agora? JFT: Em 2009 ganhei o prêmio de "Jornalista do Ano" atribuído pelo magazine Schweiser Journalist por desvendar uma fraude à volta da venda da antiga escuderia de Formula 1 BMW Sauber por por parte de um grupo de empresários anônimos. Na verdade bandidos com uma série de empresas em paraísos fiscais. Também já escrevi histórias que tiveram algum impacto apenas na Suíça. O que existe de especial em relação a Fifa é que ela é uma organização global e as estórias são conhecidas mundialmente. O que vai acontecer, no seu caso, se você e outros jornalistas terminarem perdendo essa batalha, em que estão totalmente engajados, pela transparência na Fifa? JFT: Honestamente, eu nunca pensei em perder o caso. Mas provavelmente seremos presenteados com faturas bem altas dos advogados da Fifa. Você é jornalista e advogado. Porque escolheu essas profissões? JFT: Estudei direito porque acredito na justiça e queria ajudar as pessoas. Iniciei no jornalismo porque queria reportar sobre as injustiças e ajudar a mudar o mundo. Hoje, estou ciente que as coisas não são assim tão simples quando aparecem os grandes problemas. Mas nada é impossível e é bom ver como as coisas podem mudar assim que se tornam publicas. Do que eu gosto mesmo é de aprender coisas novas conforme vou conhecendo mais pessoas e assuntos interessantes no cotidiano. Metade de suas raízes familiares está na África. Pode falar um pouco sobre elas? JFT: A família do meu pai é do norte Angola, de Mbanza Congo, antiga cidade de São Salvador. Mas ele cresceu principalmente em Kinshasa, no antigo Congo Zaire. Ainda não estive em Angola mas já viajei para Kinshasa para visitar a minha família assim como já visitei também outros países africanos. De que forma, se alguma, você preserva a sua herança cultural africana? JFT: Nasci e vivo na Suíça, vejo-me como um europeu e acima de tudo um cidadão do mundo. Cuido da minha herança cultural africana mas de uma forma muito incomum. Através da música, por exemplo, experimento muitos instrumentos africanos como a kora, marimba, djembe ou calabash. Adoro viajar para qualquer parte do mundo e em especial para a África. Sigo as notícias e interesso-me muito pelo que vai acontecendo no continente. Embora muito importante para mim, não coloco a minha herança cultural africana numa posição especial na medida em que sou aberto à todas as diferentes culturas do mundo e elas se estão misturando mais e mais. Que aconselhamentos você daria aos jovens europeus de ascendência africana? JFT: Acreditem em si mesmos e tenham em mente que podem atingir qualquer coisa boa. Sejam orgulhosos e tirem partido da vantagem de crescerem com duas raízes culturais fortes dentro de vocês. O que você gosta de fazer nos seus tempos livres? JFT: Jogar futebol e tocar numa banda musical. Finalmente, falando de futebol em si, que país você vaticina como vencedor da Copa 2014? JFT: Angola ou Suíça (risos). Brasil. Por Alberto Castro / Freelancer / Londres Bahia Notícias |
Mulheres congolesas violadas em Angola durante o seu repatriamento para a RDC
| Notícias - Angola24horas |
As Nações Unidades querem acompanhar de perto o processo de repatriamento de imigrantes ilegais de Angola para a República Democrática do Congo (RDC) com vista a travar o aumento de casos de violações registadas durante o processo. A última denúncia de violações de mulheres foi feita por um padre da Caritas na RDC. É na Província de Kamako, região da República Democrática do Congo que faz fronteira com Angola, que se encontram as cem mulheres congolesas que foram violadas pela polícia angolana, segundo denúncia feita pelo Padre Pierre Mulumba, responsável pelo prelado da Caritas em Luebo (Província do Kasai-Ocidental). “É importante dizer que isto não aconteceu em Luanda, mas sim nas províncias onde de tempo em tempo as pessoas são expulsas... É durante esse movimento que os elementos da polícia angolana aproveitam para violar as mulheres congolesas antes de as expulsar de Angola para a República Democrática do Congo”, disse o padre. São mulheres com idades entre os 18 e 35 anos, algumas delas casadas, mas que viviam ilegalmente em Angola. Segundo o padre, as violações terão ocorrido entre 1 e 19 de abril de 2011, altura em que também foram expulsos de Angola outros 5.300 congoleses. “As violações aconteceram sobretudo à noite. Quando os policiais prendem essas pessoas elas já estão no limite do estado de fraqueza. E como é uma atitude comum entre os policiais, eles conseguem levar as mulheres para a floresta, casas ou outros lugares desconhecidos e as violações acontecem lá." Mais de 700 congoleses violados no seu repatriamento de Angola De acordo com a ONU, em novembro de 2010 mais de 700 congoleses entre homens, mulheres e crianças, foram violados durante o seu repatriamento de Angola. A representante especial do secretário-geral da ONU para a violência sexual, Margot Wallström, esteve recentemente em Angola e na República Democrática do Congo para junto com as autoridades dos dois países chegar a um consenso com vista resolver a situação. Dos encontros ficou claro que é preciso punir os responsáveis por esses crimes. “Em Angola o governo precisa aplicar a 'tolerância zero' contra a violência sexual e todas as formas de violência. Nós lutamos contra a impunidade e o governo angolano concordou com isso. Do lado congolês é preciso que eles registem e relatem adequadamente estes casos para que possa ser possível acompanhar o processo e punir os responsáveis”, disse Wallström em entrevista à DW. A ONU deve acompanhar o processso de repatriamento A represente especial das Nações Unidas disse ainda que seria bom que ONU acompanhasse de perto o processo de repatriamento. “Se tivermos alguém no terreno trabalhando com as autoridades durante esse processo, poderemos controlar melhor essas situações”, finalizou. Em outubro de 2009, Angola e a República Democrática do Congo, expulsaram dos seus territórios dezenas de milhares de pessoas. Muitas foram encontradas sem comida nem abrigo na região fronteiriça entre os dois países. Desde 2004, mais de 350 mil imigrantes congoleses clandestinos foram expulsos das províncias mineiras de Angola, na operação "Diamante", que visava combater o tráfico ilegal de diamantes angolanos. Autora: Edlena Barros Revisão: António Rocha DW |
Deputado da UNITA acusa Kinshasa de procurar favores de Luanda
| Notícias - Política |
em Kinshasa pelas autoridades congolesas que dizem ter actuado a pedido de Luanda. Chicaia tinha afirmado estar pronto a entrar em greve de fome para protestar contra a sua detenção. O deputado da Unita por Cabinda Raul Danda disse à Voz da America que Chicaia tinha sido aconselhado por amigos e organizações não governamentais em Angola e no estrangeiro a não debilitar-se e a não entrar de greve "por enquanto". Danda disse que a contínua detenção de Chicaia se deve a uma tentativa do governo de Kinshasa agradar a Luanda por precisar de fundos para as eleições que se vão realizar no Congo e a uma intensão do govenro angolano "intimidar" activistas em Cabinda. Elementos na capital congolesa com as quais Agostinho Chicaia conversou e a que a Voz de América teve acesso disseram que até ao momento o governo Congolês ainda não fez nenhum pronunciamento sobre as motivações da detenção limitando-se apenas a consumir a informaçao disponibilizadas pelas autoridades migratórias daquele país que sustentam a detenção com base numa longa lista contendo nomes de militares da FLEC e da sociedade civil cabindense a contas com a justiça angolana por alimentarem ideais separatistas. De Luanda, precisaram as fonte, não saiu nenhum sinal para a libertação do activista não obstante muitas organizaçõees estarem constantemente a interpelar o governo de Jose Eduardo dos Santos. Certo é que a libertação de Agostinho Chicaia permanece numa indefinição e em Cabinda já se prepara um abaixo assinado a ser enviado para o corpo diplomático acreditado em Angola. Agostinho Chicaia foi detido no aeroporto de Kinshassa quando embarcava para Zimbabwe, para uma reunião de ambientalistas sobre a bio-diversidade. O activista reside actualmente na Republica do Congo Brazaville onde coordena um projecto ambiental sobre a conservação da floresta do Maiombe. Recentemente esteve em Luanda e em Cabinda onde se reuniu sem quaisquer problemas com as autoridades angolanas. Apesar de não ter entrado em greve de fome o estado de Saúde do activista cívico angolano, é descrito em Kinshasa com preocupação. Estado de saúde de Chicaia Segundo fontes ouvidas pela Voz de America na capital congolesa, Agustinho Chicaia está desde os ultimos dias com níveis altos de hipertensão arterial e uma constante depressão. Em face a esta situação acrescentaram as mesmas fontes o ex presidente da extinta Associação Civica de Cabinda Mpalabanda, nao está a alimentar-se com regularidade o que está a debilitar o seu estado de saúde. VOA |
domingo, 3 de julho de 2011
Hillary diz que prisão de Gbagbo envia um "sinal" a ditadores
| Notícias - Internacional |
"Essa transição envia um forte sinal aos ditadores e tiranos da região e no mundo: eles não devem desconsiderar a voz do seu próprio povo nas eleições livres e justas e haverá consequências para os que se agarrem ao poder". O presidente em exercício da Costa do Marfim foi detido por forças leais ao seu rival Alassane Ouattara --reconhecido internacionalmente como o vencedor das eleições presidenciais--, confirmou a ONU nesta segunda-feira. A ação teve o apoio de tropas francesas e da ONU. "A missão da ONU na Costa do Marfim confirma que o ex-presidente Laurent Gbagbo se rendeu às forças de Outtara e está sob custódia", disse o porta-voz da organização, Farhan Haq. Segundo ele, a missão da ONU no país, conhecida como UNOCI, está providenciando "segurança, de acordo com seu mandato". O enviado da ONU ao país, Youssoufou Bamba, disse que Gbagbo está "vivo e bem" após sua detenção e será levado a julgamento. Gbagbo e sua mulher, Simone, foram levados ao quartel-general de Ouattara, afirmou Anne Ouloto, porta-voz do presidente reconhecido internacionalmente. Anteriormente, um assessor de Gbagbo na França havia dito que forças especiais francesas o teriam detido e entregado aos líderes da oposição rebelde. O presidente estava vivendo em um bunker na residência em Abidjan há cerca de uma semana. Depois de uma década no poder, ele se recusa a sair apesar de as Nações Unidas terem reconhecido Outtara com o presidente eleito nas eleições de novembro. REUTERS |
| Notícias - Internacional |
"Falei com o promotor-geral da TPI para que inicie investigações", declarou Ouattara em coletiva de imprensa. "Estes massacres são inadmissíveis, indignos. Estou indignado", acrescentou. Os partidários de Ouattara são acusados de serem os responsáveis por algumas matanças que ocorreram no final de março durante a ofensiva final que seus combatentes lançaram nessa região. "Farei todo o possível para que estas condenações sejam o exemplo, não apenas para os marfinenses, como também para a África e mundo inteiro", prometeu o chefe de Estado, enfatizando que deseja que as investigações comecem o quanto antes. Ouattara assumiu as rédeas de um país à deriva, com a difícil missão de reconciliar uma nação e restabelecer a paz e a segurança, dois dias depois da prisão de seu adversário Laurent Gbagbo. O ex-presidente Gbagbo, por sua vez, foi transferido nesta quarta-feira de helicóptero ao norte do país, conforme anunciou à AFP o porta-voz da missão das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci), Hamadoun Touré. Pouco antes, o novo presidente Ouattara declarara à imprensa que Gbagbo havia deixado o Golf Hotel, em Abidjan, onde estava preso, para dirigir-se a um destino desconhecido, dentro do país. "Neste momento, o senhor Laurent Gbagbo já não está no Golf Hotel, está na Costa do Marfim, em um lugar seguro", declarou. Gbagbo, que se recusou a aceitar durante quatro meses sua derrota na eleição presidencial de novembro, foi detido na segunda-feira na residência presidencial e conduzido ao Golf Hotel, convertido no quartel-general de Ouattara. Gbagbo foi preso na segunda-feira pelas forças de Ouattara, com a ajuda da ONU e da França, e levado com sua mulher ao Golf Hotel, QG do presidente eleito da Costa do Marfim. Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou que seu país "cumpriu seu dever com a democracia e a paz na Costa do Marfim", durante uma reunião do Conselho de Ministros. Sarkozy "destacou o fato de que a França cumpriu seu dever em prol da democracia e da paz na Costa do Marfim, um país ao qual estamos profundamente ligados pela história", indicou o porta-voz François Baroin. "As forças francesas atuaram a pedido das Nações Unidas e apoiaram os Capacetes Azuis seguindo os termos do mandato fixado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Atuaram porque era preciso proteger os civis em uma situação de segurança humanitária que não parava de piorar", alegou Baroin. "A segurança de nossos cidadãos foi, durante toda a crise, a prioridade de nossas forças. O governo felicitou o profissionalismo dos militares franceses mobilizados na Costa do Marfim, cumpriram sua missão com seriedade, com eficácia e com cortesia. O presidente da República destacou que podíamos ficar orgulhosos", concluiu. AFP A Força de FRCI buscar Laurent Gbagbo e a sua esposa Simone Gbagbo no seu bunker na residência Presidencial. |
Que polícia nós temos? Que polícia nós queremos?
| Notícias |
Começarei por fazer algumas perguntas : 1 - Alguem pode me dizer em que pais estamos ? 2 – Quem nos protege ? 3 – Temos justiça nesse pais ? Faço essas perguntas porque estou muito chocado com que aconteceu no dia 25 de Junho de 11, a nossa belissima policia mais uma vez mostrou o seu grande trabalho de MERDA decidiram fazer uma operação que estavam a chamar de OPERAÇÃO ÁGUA, onde muito cedo foram passando de quintal a quintal procurando saber quem tem tanquea de água, e caso encontrassem tanques pegavam logo na dona de casa direitinho pra cadeia sem darem explicação nenhuma começaram a partir os tanques e as eletrobombas. Pegaram nos presos começara a fazer paseios dum lado pra o outro pegaram a minha MÃE direito pra cadeia, e quando lá cheguei pedi pra falar com a minha MÃE eles responderam que os criminosos não têm acesso a visitas. Eu perguntei criminosos ? qual é o crime ? que tráz essas pessoas aqui, será que ter uma casa com um tanque d´água é crime e partem os tanques d´água dizendo que não podem ter tanques, até parece que o pais distribui água para todo mundo. Tiram as pessoas do CALEMBA II, levam para o NOVA VIDA, e lá nada voltam a passeiar até a URP, lá queriamos saber como é que é, sai um cara todo bebado dizendo grosserias e fomos simplesmente humiliados e quando menos esperavamos lá mais um passeio com os ditos presos tiram de lá e direitinho para DPIC ( NOVO COMANDO PROVINCIAL ), nós sempre a seguirmos o passeio chegando na DPIC, ninguem dizia nada só humilhação despresos e tudo mais, e alguns dos policias empurravam os familiares dos ditos presos simplesmente sem informação, mais tarde apareceu um jovem da DNIC que me perguntou o que se passava ? e eu expliquei ele pediu o nome da minha MÃE, eu dei ele foi confirmar e disse que a minha clamava por comida e água, aquele moço por mim tinha que ser o chefe d´aquele sector todo devido a sua educação brilhante de coração no meio dos podres tem um bom sempre....... Pessoal será que vamos continuar assim ? sempre a comer a comida que eles cozinham ? Quem pode fazer justiça apanharem pessoas injustamente sem serem apanhados a venderem tal água, quem vai tirar a minha MÃE d´ali se nós nem temos condições de pagar um ADVOGADO, e se tivermos ADVOGADO qual será o assunto a discutir? Se essas pessoas não cometeram nada..... Por favor alguem faça alguma coisa..... ajudem-nos somos totalmente pobre e imprestaveis para enfrentar tantos IGNORANTES como esses governante. Será que a POLICIA BRILHANTE já não tem mais trabalho? Com tanto bandido por ai fazem isso em pessoas inocêntes ? pessoas matam, roubam e desviam mas estam sempre a solta... Já olharam quantos JEEP´S passam por estas ruas ? até parece que se compra a 100 Kz, digo-vos esses é que são os GATUNOS mais olha ficam por ai sem lhes fazere nada...... É so pra lembrar, se o homem não faz justiça DEUS faz..... continuem assim seus CÃES.... A srª. Beth ou sei lá como é que lhe chamam anda por aí sem trabalho, e não so, como já não pode oferecer seu corpo em ministros e outros comandantes devido a velhice e dos maus caminhos onde passou. Então começou a inventar trabalhos para mostrar no cego do ministro do interior e os outros burros que ela esta a trabalhar. Mandou a policia sem trabalho sair pelas ruas apanharem todo mundo que tem tanques no quintal, como se não bastasse o ministerio do interior com seu dinheiro muito mal gasto ( na compra d´aqueles cavalos e jeep´s americanos ) mas uma vez sairam pelas ruas apanhar a população indefesa so pelo factode terem tanques em suas casas. Me digam vocês, será que vender água é um crime de grande vergadura que precisava recolher pessoas pelas madrugadas do dia 26 de Junho de 11 ? Não seria passar de casa em casa e apanhar quem estaria a encher um camião d´agua ou algo parecido ? Me diga quando essas pessoas forem ao tribunal que nome vão chamar ao processo deles ? furto, violador, ...? Se vocês não sabem onde encotrar os gatuno pra prenderem eu digo-vos onde eles ficam, ficam diante de vocês passam até de V8 TUBARÕES, LEXUS ETC...ninguem lhes pega o povo que ja andam super arrependido por serem angolanos vivem super mal... é que vocês prendem ? E me digam nós não podemos ter tanques em casa porque ? será que a água corre 24/24 horas nas nossas casas? Vocês sabiam que aquelas mulheres que vocês prenderam é que alimentam muitas das suas casa é que cuidam dos filhos como PAI e MÃE, SERÁ QUE ESSA IDIOTA DA BETH NÃO TEM FILHOS? NÃO SABE O QUE É SER MÃE ? ONDE QUE ANDA O JOSE EDUARDO DOS SANTOS QUE NÃO VÊ ESSA MERDAS ? Sabem quantos altamente criminosos passeiam pelas ruas e os tais policias não lhes apanham ? Outros tiram vida de outras pessoas, uns roubam no banco outros mandam matar alguns ainda têm altas patentes na tal policia e ficão por ai a solta ...... Quando é que vamos ter justiça ? Queria so lembrar que se o homem não faz justiça deus faz.... Que deus esteja com você senhora Beth... Anonimo NP |
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