terça-feira, 17 de agosto de 2010

Homenagem às Mulheres Negras - 26 de Agosto de 2010 - Rio de Janeiro

IV Amostra Cultural - "Heranças Africanas em Solo Brasileiro"

Vai acontecer no dia: 21-08-2010
Das 10:00 às 20:00 h. Entrada Franca!!!
No Ilê Axé Ogun Alakorô - Rua Angélica, lote 7, quadra 7. Bongaba. Magé.



Contamos com a presença de todos!!!!

Beijos.

Profª Valeria Teixeira
9327-0094
9879-8707
8385-7943

I Fórum de Moda e Cultura na Cidade do Rio de Janeiro - 03 de Setembro 2010

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara Município do Rio de Janeiro e os Delegados Setoriais da II
Conferência Nacional de Cultura vêm por meio desta, convidar para :

I Fórum de Moda e Cultura na Cidade do Rio de Janeiro.

O Fórum de cunho Municipal irá proporcionar a Cidade do Rio de Janeiro o entendimento da Moda na Cultura.
Tendo a certeza que estas atividades serão de fundamental importância para setor de moda na cultura e a realização com sucesso desse evento.

Seguem informações detalhadas sobre o Fórum.

1.O QUE É?

Teremos a oportunidade em dar visibilidade ao importante papel da moda, a valorização dos ofícios tradicionais brasileiros, a formulação das diretrizes que tenham como foco a valorização da moda brasileira como patrimônio cultural do nosso país.

Um encontro com cerca de 60 representantes de grupos e segmentos da moda para debater a identidade e diversidade cultural da moda brasileira.

2.ONDE VAI SER REALIZADO?

Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Praça Floriano S/nº Salão Nobre - Cinelândia Rio de Janeiro.

3.QUANDO E HORÁRIO?

Dia 03 de Setembro, de 2010 Sexta-Feira das 12:00h às 18:00h

4.QUEM ESTÁ PROMOVENDO?

CMRJ – Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e Coordenação dos Delegados Setoriais da II Conferência Nacional de Cultura.

5.QUEM VAI PARTICIPAR?

Estilistas, Jornalistas, Empreendedores, Estudantes de Moda, Poder Público, Empresários, Patrocinadores, Costureiras, Personalidades da Moda, Profissionais das Industriais Têxteis, Associações, ONGs, Produtores Culturais, Artistas, Formadores de Opinião e a Sociedade Civil de um Modo Geral.

6.QUAIS OS OBJETIVOS DO FÓRUM?

Dar visibilidade as propostas dos cincos eixos da Moda aprovada, na II Conferência Nacional de Cultural envolvendo toda a cadeia produtiva, criativa e dentro da diversidade contemplada pela moda na atualidade. Pensar e criar políticas públicas e culturais para o setor.

Mobilização de varias personalidade do mudo da moda do Rio de Janeiro e dos estados da macro região sudeste.
Fomentar articulação da cadeia produtiva e criativa da moda visando à geração de renda e trabalho.

Programar uma infra-instrutora visando facilitar a integração de tecnologia e conhecimento à cadeia de bens de moda da região sudeste.

Promover e fortalecer as marcas locais, visando melhorar a sustentabilidade do setor de moda;

Apresentar a moção aprovada da área de moda, na II Conferência Nacional de Cultura.

7.QUAIS OS TEMAS DAS MESAS DO FÓRUM?

1ª Mesa: Identidade Cultural e a Moda na Atualidade.

2ª Mesa: Diversidade Cultural e Ações Transversais da Moda.

8.QUAIS OS TEMAS DO FÓRUM?
 
Os temas serão divididos em dois momentos, sendo um total de seis temas, para que cada um seja debatidos, separadamente por cada participante do Fórum:

1. Selo de Qualidade da Moda Brasileira.
2. Fundo Nacional da Moda.
3. Financiamentos em Projetos de Geração de Emprego e Renda para o Setor de Moda.
4. Instituições de Ensino e Pesquisa para o Setor da Moda.
5. Diversidade Cultural e a Moda.
6. Promover Estudos de Mapeamento, Fomento e de Sustentablidade para o Setor de Moda.


9.COMO OBTER INFORMAÇÕES?

Os contatos e informações do evento podem ser feitos por e-mail, telefone, mensagem... Você escolhe!
As vagas são limitadas, para seu conforto e comodidade garanta seu lugar.

Telefones: (21)3271-7550
Celular: (21)9734-6544
E-mail: forumdemodaeculturarj@hotmail.com
Blog: http://forumdemodaeculturarj.blogspot.com

Atenciosamente,

Fátima Negrann
Coordenadora do Fórum
Coordenadora de Cultura do CETRAB
Delegada Setorial da II Conferência Nacional de Cultura

famílias de refugiados congoleses democráticos, mauritanos e zambianos recebem apoio em Angola



Actividade agrícola no Kwanza-Norte vai contar com a participação de refugiados congoleses e zambianos (Foto: Jornal de Angola)

A direção provincial do Kwanza-Norte da Reinserção Social vai, nos próximos dias, apoiar, com sementes diversas, 25 famílias de refugiados congoleses democráticos, mauritanos e zambianos, que vão desenvolver agricultura num campo de aproximadamente 250 hectares, a ser cedido pela direção local da Agricultara.
A iniciativa destes organismos do governo da província visa fundamentalmente diminuir as dificuldades que os mesmos têm vindo a enfrentar desde que chegaram a Angola, há mais de 30 anos.
De acordo com uma fonte da direção do Minars, anualmente os refugiados têm sido ajudados com bens diversos, como cobertores, alimentos, medicamentos e roupas usadas, instalados numa comunidade criada em 2000, localizada no bairro Camundai, arredores da cidade de Ndalatando.
Regresso ao país de origem fora dos planos de todos
O congolês democrata, Ipanga Katual, de 56 anos, disse que chegou a Angola em 1978, fugido da guerra no seu país e passou a residir na cidade do Sumbe, no Kwanza-Sul.
Em 1983, foi transferido, juntamente com os outros refugiados provenientes de outros países, para o município do Lucala, no Kwanza-Norte, onde começou a reconstituir a sua vida, com apoios do Minars, que os ajudava com bens de primeira necessidade. Depois das eleições e o reacender da guerra em 1992 em Angola, viu-se envolvido no conflito armado, ao lado dos seus irmãos angolanos. Uns anos mais tarde foi para a cidade de Ndalatando, onde passou a residir, primeiro num armazém abandonado, acompanhado por mais 112 cidadãos refugiados de distintos países.
No ano de 2000, depois de serem retirados do local onde residiam, viram-se obrigados a procurar outro espaço para viver. Ipanga Katual, como coordenador dos outros membros, construiu a sua casa no bairro da Camundai, atualmente conhecido como “comunidade dos refugiados”.  Atualmente é funcionário público, professor da escola nº 51 do bairro Tombo-Tombo, na localidade da Canhoca, e lecciona a 2º e a 3º classe. É casado com uma conterrânea, e pai de sete filhos, todos nascidos em Angola, e diz que não está nos seus planos voltar ao país de origem.
Mamã, Kamba Kati Marijene, como é carinhosamente tratada na comunidade, de 50 anos, proveniente do Congo Democrático, residente em Angola há 33 anos, exerce a função de parteira tradicional. Conta que também saiu do seu país por causa da guerra e chegou a Angola em 1977. Depois de alcançar Luanda, foi transferida para o Kwanza-Norte, onde reside, até hoje, com a família. A sua vontade era voltar ao seu país de origem, mas os filhos discordam e portanto vê-se obrigada a permanecer em Angola o resto da vida. O mauritano Mamaile Monte Chiela, de 63 anos, está em Angola há 36. Casado com uma angolana, tem uma família composta por nove filhos e é pedreiro.
 Questionado sobre a possibilidade de regressar ao seu país, Mamaile disse que a idade já não lhe permite fazer muito esforço. Refere que, caso fosse para a Mauritânia, teria de recomeçar a vida e, com o adiantar da idade, quase nada conseguiria, por isso ele e a família preferem continuar em terras angolanas.

Fonte: Jornal de Angola

Enviado por Regina Petrus.  NIEM/IPPUR/UFRJ

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Uma mão cheia de nada

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No dia 29 de Abril deste ano, era apresentado em Luanda, com pompa e circunstância um plano de emergência para pagamento das dívidas do governo angolano às empresas nacionais e estrangeiras. A apresentação foi feita por Carlos Feijó, ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência, ladeado por outros dois ministros de Estado, Hélder Vieira Dias Kopelipa, Chefe da Casa Militar e Manuel Numes Júnior, Coordenador da Área Económica. Nada mais, nada menos que os três “super-ministros” com quem o Presidente Angolano reúne regularmente e que depois reúnem com os restantes ministros (“atipicidades” do novo modelo governativo angolano).
Em tão importante plano, o governo angolano dividiu em três escalões as dívidas que tem para pagar. No primeiro escalão, dívidas até 10 milhões de dólares, seriam pagas imediatamente na totalidade; o segundo escalão para as dívidas entre 10 e 20 milhões de dólares seriam pagas em dois meses; o terceiro escalão para as dívidas de mais de 20 milhões de dólares, seriam pagas a 50% e o restante num formato a decidir, e as dividas de mais de 30 milhões de dólares teriam um pagamento imediato de 30% e o resto escalonado de acordo com as empresas.
No discurso de boas vindas ao Presidente português, Cavaco Silva, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou com pompa e circunstância o mesmo plano, apresentado como se fosse uma novidade, um presente de boa vontade para com os portugueses.
A verdade é que o plano anunciado 4 meses atrás, não teve qualquer sequência e as dívidas continuaram e continuam a aumentar. O novo, velho plano agora anunciado, visou oferecer, a jornalistas de memória curta e barriga cheia, um apontamento de abertura dos noticiários.
Não parece que Angola tenha capacidade a curto ou médio prazo para pagar as suas dívidas. O petróleo, fonte quase única do orçamento angolano, continua a variar entre os 70 e os 80 dólares por barril e esse preço parece não chegar para todos os compromissos e toda a corrupção com que Angola se debate.
Em Janeiro deste ano, quando começou a constar no mercado que as dívidas do governo angolano para com empresas rondariam os 2,5 mil milhões de dólares, o jornal oficial do Estado – o Jornal de Angola, veio a público repudiar tais boatos, afirmando que as dívidas não ultrapassariam os 500 milhões de dólares.
Passados 4 meses, em 29 de Abril o governo angolano assumia que a dívida seria não de 2,5 mil milhões de dólares mas sim de 3 mil milhões de dólares, e por isso o tal plano de emergência.
Esta semana o mesmo Jornal de Angola afirmava (antes do presente oferecido por José Eduardo dos Santos a Cavaco Silva) que afinal as dívidas do governo angolano às empresas nacionais e estrangeiras rondariam os 9 mil milhões de dólares.
Em três meses a dívida triplicou. Mas deixemos este assustador aumento para uma análise posterior.
Por ora, fiquemo-nos pela mão cheia de nada que o Presidente Cavaco Silva obteve de José Eduardo dos Santos.
                      
João Marques
 Publicado no jornal Correio do Patriota

domingo, 15 de agosto de 2010

O dinheiro de Angola

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26-Jul-2010
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O fluxo de capitais angolanos para Portugal, nos últimos anos, é o reflexo da instabilidade no país africano que aconselha um poiso mais seguro.
A visita presidencial a Angola incluiu uma das maiores comitivas de empresários de sempre. É fácil compreender porque é que um país relativamente rico como Portugal se sente atraído por investimentos num país relativamente pobre como Angola. Num país pobre, ainda há muito por fazer. Actividades económicas, que já há muito estão sujeitas a feroz competição e margens mínimas nos países ricos, são ainda muito rentáveis num país pobre. Enquanto num país desenvolvido é preciso inovar para satisfazer novos desejos dos consumidores, em Angola basta copiar produtos e ideias do exterior.
Olhando para os dados, as taxas médias de retorno dos investimentos são altas nos países pobres. Para além disso, países como Angola ou o Brasil têm crescido depressa nos últimos anos proporcionando elevados retornos no capital investido.
No entanto, nos últimos 50 anos tem sido pouco o capital dos países ricos investido nos países pobres, dificultando a sua saída da pobreza. Apesar do fluxo de capitais portugueses para Angola nos últimos anos, houve na mesma altura um fluxo de investimentos angolanos para Portugal. As posições accionistas de Isabel dos Santos na Zon e no BPI são talvez o exemplo mais famoso. A nível mundial, na última década emergiu um fenómeno extraordinário: apesar do crescimento rápido dos países pobres, liderados pela China e pela Índia, é maior o fluxo de capitais dos países pobres para os ricos do que vice-versa.
Não compreendemos muito bem este fenómeno, embora não faltem teorias e sugestões. Uma perspectiva que nos últimos tempos tem ganho popularidade argumenta que os países ricos produzem hoje algo que é muito desejável para os países pobres em rápido crescimento: investimentos seguros. Um angolano que acumulou riqueza nos últimos anos anseia pôr de lado uma parte desta riqueza num activo seguro para o caso de os investimentos na economia angolana correrem mal. No entanto, não só é difícil encontrar uma instituição financeira angolana, como o historial de desrespeito pela propriedade privada no país e o risco de instabilidade política, aconselham a pôr essas poupanças fora de Angola. Nesse contexto, países como Portugal oferecem instituições sólidas e um mercado de capitais relativamente líquido onde o investidor angolano pode depositar o seu dinheiro de uma forma mais segura.
Há poucos meses, foi resolvido o caso em que o Estado angolano se queixava de ter sido enganado numa compra de acções do Banif. O arquivamento deste processo poderá ter sido tão importante como a prospecção de negócios que os empresários portugueses fizeram em Angola esta semana. Para além de potenciais negócios, Angola tem outro recurso que o nosso endividado país precisa com urgência: poupanças à procura de um pouso seguro.
                
Ricardo Reis
Publicado no Correio Patriota

As teses golpistas da Juventude da UNITA


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Um destes dias, fui abordado por um jovem que, pelo nível da linguagem que já lhe conhecia, sempre me pareceu próximo da família Unita. Vinha com o semblante carregado, como se tivesse estado longas horas a fazer reflexões sérias sobre alguma coisa importante.
Saudou-me com o respeito de sempre e de imediato, sem que eu terminasse a minha saudação, fez a seguinte afirmação:
Mais velho, eu pensava que o tempo da guerra, da subversão, do apelo à desobediência popular e de todas as outras formas de promoção do ódio, do desrespeito às instituições e ao povo …. tudo isso, mais velho, eu pensava que fazia parte do passado e que agora tínhamos entrado numa era de paz definitiva, concórdia, fraternidade, democracia (onde quem é eleito governa e quem perde continua a apresentar propostas que, mesmo sendo diferentes, podem ser úteis) tal como nos outros países ... afinal não ... ainda há alguns que continuam a procurar formas de criar agitação e trazer mais problemas, só porque querem o poder a qualquer preço”.
Não sendo, para mim, uma novidade, quis saber mais:
- Dinho, onde queres chegar?
O jovem olhou fixamente para mim e perguntou-me:
- O mais velho já ouviu dizer que a JURA, a nossa organização juvenil, vai realizar o seu II Congresso?
Respondi-lhe que não me havia apercebido de nada, mas que isso não era problema nenhum e que até é bom que os jovens se reúnam para discutir coisas sérias e boas para o presente e o futuro da nossa jovem Nação. Aos jovens compete conduzir o destino do nosso País.
O Dinho, acortou-me a palavra :
- O problema não é esse. Até aí o mais velho tem razão. O problema é que há dias estive num almoço de confraternização organizado pelo maninho Didi Chiwale e o Dirceu Liberty Chaka, que ainda é o Presidente da Jura, fez um discurso inflamado contra tudo e contra todos os que “integram o sistema”.
Porque já conheço a retórica do seu discurso e porque, naquele momento, tinha outras prioridades, não dei muita atenção. Mas ontem deram-me este documento, que é cópia do que o Liberty apresentou no almoço e eu fiquei estupefacto com algumas coisas que li. Mas, como eu posso estar enganado, quero que o mais velho também o leia e me ajude a interpretar algumas coisas que são aí ditas.
Foi neste momento que o jovem me entregou um texto em cuja capa está inscrito: JURA – TESES PARA O II CONGRESSO ORDINÁRIO.
Comecei a ler e verifiquei que o texto estava “impecavelmente escrito”, como diria o nosso saudoso amigo de outros tempos e outras lides, o Fernando Norberto de Castro, que, como todos sabemos, também foi um fervoroso militante do partido UNITA. Li a introdução e fiquei a saber, embora pouco, mas alguma coisa mais sobre a JURA Juventude Unida e Revolucionária de Angola.


Boas palavras
Imediatamente a seguir confirmei também que a sua pretensão continua a de “ser a principal organização juvenil angolana, mais íntegra e credível, política e moralmente, para melhor intermediar com os órgãos de Estado afins, a defesa, salvaguarda e promoção dos interesses, expectativas e aspirações da juventude angolana”. Se o texto fosse todo assim, diria que estávamos no rumo certo e que o futuro está garantido. Podia mesmo dizer que os jovens estavam a ficar maduros e tinham, ao contrário da minha geração, sido capazes de interiorizar o valor real da paz e os preceitos mais elementares de suporte à democracia moderna.
Vejam como seria bom, em plena harmonia democrática, ver os jovens unidos e a “combater com coragem e abnegação a exclusão, lutar contra a exploração do Homem pelo Homem, erradicar a miséria material e espiritual e contribuir para o triunfo do estado solidário e de justiça social”.
O Dinho, estava longe de perceber a viagem mental, o sonho, que eu, mesmo sabendo-me ingénuo, estava a viver naquele momento. Coisas que só a velhice explica e que os jovens teimam em não partilhar.
É natural que um grupo de jovens, por muito poucos que sejam, quando juntos, se sintam os maiores e os melhores do mundo. Por isso mesmo, é também natural que os militantes da JURA, mesmo sabendo da dimensão representativa do nosso partido (dez por cento nas eleições legislativas de 2008), se sintam capazes de reverter a situação e “elevar o (seu/nosso) Partido ao exercício do poder executivo do Estado”, já em 2012.
Sonhar não é proibido e a democracia tem mostrado que milagres, por vezes, acontecem. Mas eu continuo a pensar que é só sonho natural daqueles que acabados de sair da puberdade se consideram “comandantes do mundo”. Não sei porquê, mas de repente dei comigo a pensar na nossa euforia quando começámos a luta de libertação. Enfim…
Imediatamente a seguir, não sei porquê, nem a que propósito, lembrei-me de outra expressão que o nosso maninho Fernando Norberto de Castro gostava de usar, quando fazíamos as nossas análises: “não acredito em bruxas, … mas que as deve haver, … lá isso deve”. Voltei a mim e dei continuidade à leitura de tão importante documento.
O nosso Liberty (confirmando o que me disse o Dinho) traça como “desafios político-estratégicos”, dentre outros, “a identificação das oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos” da UNITA e “a definição de planos de acção pro-activos que potenciem oportunidades e forças próprias e maximizem ameaças e fraquezas do adversário (MPLA/Governo)”.
A partir daqui comecei a perceber que a JURA para além de estar preocupada com os problemas do Partido, também queria contribuir para “minar” o MPLA e o Executivo.

Publicado em o Correio do Patriota