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![]() Fonte:Club-K Moco fez estas revelações a margem do debate do programa semanal “Quinta de Debate”, da organização não governamental, OMUNGA, e Benguela. Na secção de perguntas e respostas, um grupo de altos dirigentes do Comitê provincial da província que assistiam a palestra reagiram para rejeitar as comparações que o mesmo fez com as “ditaduras do médio oriente” O Secretario para os assuntos políticos do MPLA em Benguela, Victor Mota disse que havia democracia em Angola rejeitando que se tem implementando a cultura do medo no país e deu como exemplo o caso do próprio prelector que falava à-vontade sobre a política do país sem que nada lhe aconteça. Em reação, Marcolino Moco respondeu ao dirigente província do MPLA, Victor Mota, que a quando da convocação no ano passado na sede do “partido”, os seus colegas disseram-lhe frases como “cuidado com o que aconteceu com Savimbi” e outras como “cuidado com o que aconteceu com o Pinto João [Ex Director do DIP do MPLA que deixou o partido no poder para criar um partido] que teve de ser o camarada presidente a ajudá-lo no fim”. O antigo Secretario do MPLA, disse que “Isso é ameaça de morte”. Acrescentou que muita há muita coisa que não disse na sua carta que na altura tornou público devido a pressão dos seus familiares. Ainda do decurso das perguntas e respostas, os dirigentes do MPLA em Benguela, atacaram dizendo que “Moco esteve a mais de 20 anos no poder e agora esta a pedir que os outros também saiam”. Em resposta o antigo primeiro ministro reagiu dizendo que “nunca saiu do poder e que continua no MPLA”. Adiantou ainda que não esta a pedir para que ninguém sai do poder mas sim tem estado a alertar para que não se conduza o país para uma ditadura. Indo directamente aos ataques dos dirigentes províncias, o ex governante disse que “Não é gabar-se” mas que já passou por quase todos cargos no MPLA, inclusive Secretario províncial, dando a entender que não tinha motivo de estar com “inveja dos cargos”, conforme os participantes do partido no poder em Benguela tencionavam insinuar, durante aquele debate. De recordar que Marcolino Moco é uma das figuras do MPLA que nos últimos anos viu o seu carisma popular a crescer devido as suas intervenções em favor pelo Estado de Direito consubstanciado nos valores democráticos. Foi a mais de 10 anos afastado das estruturas do poder por ter defendido na altura o dialogo como instrumento para se reconciliar com a UNITA de Jonas Savimbi, contrariando o discurso de José Eduardo dos Santos que defendia “a guerra para acabar com a guerra”. No seguimento do seu afastamento, o Movimento Nacional Espontâneo, ligado ao MPLA, foi instruído a fazer uma passeata de automóveis pela cidade de Luanda para saudar o seu afastamento e com cânticos como “bailundo fora”. |
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sábado, 16 de abril de 2011
Marcolino Moco revela que foi ameaçado de morte na sede do MPLA
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