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![]() Georges Chikoty fez esta denúncia quando discursava na sessão extraordinária da Assembleia de chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorre desde quarta-feira em Addis Abeba (Etiópia). A participar no encontro, em representação do presidente José Eduardo dos Santos, referiu-se, a título de exemplo, aos casos da Côte d’Ivoire e da Líbia, lembrando que as Nações Unidas autorizaram intervenções militares nesses países com o suposto objectivo de proteger as populações locais. Sublinhou que “pela primeira vez, essa formulação foi usada de forma tão clara pela ONU para justificar a intervenção num conflito, denotando assim uma nova forma de agir na gestão de crises”. Exprimindo-se perante 13 Chefes de Estado e 24 chefes de Governo africanos, o diplomata adiantou que a nova tendência do Conselho de Segurança, em engajar-se de forma activa e colocando-se a favor de uma das partes em conflito, entra em choque com conceito tradicional de manutenção de paz concebido como rigorosamente neutra desde a criação da ONU. De acordo com Georges Chikoty, o mundo está a viver grandes transformações que não podem deixar indiferente nenhuma Nação, visto que países africanos que haviam já feito enormes progressos são objecto de destruição sistemática e programada com consequências imprevisíveis para o futuro do continente. Observou que independentemente das experiências vividas, hoje ninguém sabe de onde virão os próximos conflitos e, por conseguinte, a África não pode cruzar os braços e esperar que emerjam novas crises para encontrar soluções. O ministro defendeu que os Estados africanos devem assumir as suas responsabilidades perante a Organização Continental, proporcionando-lhe uma autonomia financeira, evitando-se assim a dependência das contribuições de países doadores, redefinido às prioridades da organização, criando uma agenda mínima e mais eficaz. |
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Georges Chikoty denuncia intervencionismo armado em África
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