segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A derrubada dos ditadores Africanos

 Opinião
pr da silvaCaros,
Compatriotas, Funcionários, acadêmicos, Doutores, Professores, Médicos, Estudantes, Oficiais das forças armadas, militares, Polícias, Sinfo, Cie, Sinse, Jornalistas, Artistas, Comerciantes, Zungueiros, Agricultores, Motoristas, engraxadores, Mulheres domésticas, Camponeses, Desempregados, jovens, Partidos políticos, Sociedade Civil, Angolanos de diáspora, Amigos de Angola, Meus Senhores e Minhas Senhoras,
Chegou o tempo da profecia para libertar-se da miséria, da pobreza,da ditadura Eduardista.
Libertemo-nos do medo, de passividade, do fanatismo e da ignorância, para libertarmos Angola da tirania e da opressão neocolonialista. Cada nação e cada geração têm as suas histórias. E cada coisa tem o seu tempo.
Hoje parecem-nos pertinente e iminente as transformações e as mudanças operadas por todo lado do globo e especialmente no continente africano. As ondas de protestos contra as ditaduras em Tunísia, no Egípto, em Yemen, na Argélia e na Líbia, é a nova era e o bom exemplo que Angola e outros irmãos africanos devem aproveitar para derrubar as ditaduras no continente africano.
A nossa luta é justa e legítima. Defendemos a pacificação e a unidade entre os povos sofredores. Obviamente a história africana, reflecte-nos quatro etapas importantes do percurso e das guerras africanas impostas pelos colonos ocidentais.
1ª guerra da colonização ocidental;
2ª a guerra de libertação dos países africanos;
3ª a guerra civil e do poder;
4ª a guerra neocolonial e a democratização dos países africanos.
A conferência, que reuniu representantes de 14 países europeus em Berlim, de novembro 1884 a fevereiro de 1885, tinha como o objectivo a partilha de África como se tratasse de um bolo, onde cada parceiro tirava a sua parte e nada mais para os donos da terra.
A África foi partilhada em nome de deus todo poderoso, pelas majestades e imperadores da Alemanha, Rei da Prússia, imperador da Áustria, rei da Boéma, rei apostólico da Hungria, rei dos belgos, rei da Dinamarca, rei da Espanha, presidente dos Estados Unidos da América, presidente da República francesa, rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda, imperatriz da Índia, rei da Itália, rei dos países baixos, Grão-Duque do Luxemburgo, rei de Portugal e do Algarves, imperador das Rússias, rei da Suécia e Noruega e imperador dos Otomanos. Até a Alemanha que não estava envolvida na política de assentamentos execuções mediadores e defensores do livre comércio e navegação, aceitou levar a cruz em nome de deus todo poderoso.
Os participantes da morte e da execução metódica de África declararam resolver pacificamente os conflitos das conquistas coloniais em África. Alemanha, que não estava envolvida na política de assentamentos, execuções mediadoras e defensores do livre comércio e navegação, principalmente na Bacia do Congo e do Níger, também participou pela sua vez nesta condenada cumplicidade.
A Acta Final estabeleceu regras para a colonização da África e estabeleceu também o princípio da efectividade de reconhecer a anexação. Após as fachadas independências dos países africanos, surgiu um novo modelo de colonização moderna ou neocolonialismo no seio das antigas colônias. Este novo modelo ou neocolonialismo, surgiu na seqüência de uma estratégia e nova manobra colonial, afim de manter o controlo de África e dos seus recursos naturais.
O neocolonialismo de acordo com a sua etimologia descreve uma política imperialista específica para as antigas potências coloniais diante das suas antigas colônias. Este termo foi usado para descrever também certas operações econômicas a nível internacional que teriam as similitudes com o colonialismo tradicional entre os séculos XVI e XIX.
Mas quanto a sua prática pura e honesta, o neocolonialismo é o controlo de outras nações por meios indirectos, em vez de um controlo directo, militar e político, as potências neocolonialistas utilizaram os novos métodos das políticas comerciais, econômicas, financeiras e culturais, afim de dominar os países subdesenvolvidos e menos poderosos. Portanto, aqueles que defendem este conceito, pretendendo que isto torna à controlar de facto as nações visadas (veja a teoria da dependência de Immanuel Wallerstein).
Sobretudo, a parte do país que experimentou o maior desafio foi à província de Katanga, onde a União Mineira do Auto Katanga, pertencia a uma empresa belga que tinha todo o controlo sobre a província rica em minerais e recursos. Depois de uma tentativa de nacionalizar a indústria de mineração que falhou em 1960, foi reaberto ao investimento estrangeiro. Também esta nova estratégia vai adiante utilizar pequenos grupos ou mesmo infiltrados estrangeiros ao poder neocolonialista afim de garantir a continuidade de exploração e de expatriamento das riquezas africanas aos países dos antigos colonizadores.
Os críticos do neocolonialismo retratam a escolha de conceder ou recusar empréstimos (em especial para financiar a dívida dos países do terceiro mundo que não poderia ser devolvida), especialmente pelas instituições financeiras internacionais como o Fundo Mundial Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) como uma forma decisiva de controle. Alegam que, a fim de qualificar para esses empréstimos bem como para outras formas de assistência econômica, os países mais fracos são obrigados a tomar medidas (ajustes estruturais) em favor dos interesses financeiros do FMI e do BM, mas prejudicial para suas próprias economias e, muitas vezes a sua segurança, aumentando a sua pobreza, em vez de aliviá-la.
Na maioria dos casos, a grande parte do dinheiro emprestado para esses países menos desenvolvidos é devolvida às empresas estrangeiras preferidas. Assim, esses empréstimos externos tornam de facto, subsídios às empresas que são ligadas em amizade com os líderes dos mutuários. A colusão é por vezes referida como o "corporatocracia". Organizações acusadas de participar no neo-imperialismo ou neocolonialismo inclusivo o Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, G8 e o Fórum Econômico Mundial. Entre os vários Estados-membros "países ricos", incluindo os Estados Unidos, todos eles estão envolvidos nesta estrategema neocolonialista.
Os críticos do neocolonialismo também tentam mostrar que o investimento das empresas multinacionais enriquece poucos em países subdesenvolvidos, e os motivos para as pessoas que habitam nesses "neo-colônias", é a catástrofe humanitária do meio ambiente e ecológico. Esta ajuda internacional de acordo o nosso conhecimento resulta em um desenvolvimento insustentável ou em subdesenvolvimento perpétuo de uma dependência de exploração dos países do terceiro mundo que tornam-se reservatórios de mão de obra e de matérias-primas baratas, o que restringe acesso a técnicas avançadas de produção que lhes permitam desenvolver as suas próprias economias.
No entanto, os defensores do conceito de neocolonialismo fazem elogios de que, os países ricos aproveitam do trabalho e da matéria-prima barata dos países subdesenvolvidos para que esses tornam-se um elemento positivo para a modernização e o desenvolvimento do Terceiro Mundo. Esta manobra é absurda e inaceitável.
Unimo-nos do Sul ao Norte e do Leste ao Oeste, para a conquista das nossas liberdades e o respeito à dignidade humana em Angola. Isto é, há uma certa cumplicidade entre o governo angolano e a Comunidade Internacional, afim de continuar render o angolano cativo e esbanjar a coisa pública.
Os filhos angolanos são subalternizados, humilhados, ameaçados, encarcerados, asfixiados, estuprados e exterminados pelos assimilados neocolonialistas. As nossas praças são desalojadas, as nossas casas são demolidas, a nossa terra é vendida pelos multinacionais alimentando o medo, a miséria e a pobreza na sociedade angolana.
Os filhos angolanos são privados ao ensino, ao mercado, ao emprego e a saúde. Carecemos de liberdades, de casas, dos hospitais, de medicamentosa, de água e alimentos.
O governo de José Eduardo dos Santos, não valoriza o angolano, não respeita a constituição por ele fabricada e comete violações contra os direitos do homem. Esbanja o bem público, familiariza os instrumentos de Estado e viola a legitimidade do povo angolano.
Estamos farto, de tantas patologias, tantos desastres, tantos atropelos e tanta humilhação no nosso país. Digamos todos com voz alta, BASTA, BASTA E BASTA.
Distribuem este mensagem a todos irmãos, irmãs e amigos de paz, liberdade e democracia no mundo. Chutemos os autores da maldição, da corrupção e do despotismo no nosso país.
Coragem, determinação, honestidade, amor e patriotismo.
UNIDOS VENCEREMOS. VIVA AS LIBERDADES, VIVA A PAZ E VIVA A DEMOCRACIA.
MPDA/EUROPA mpda01@hotmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. - www.mpdaangola.com

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